Acusado de matar credor revela sequência que terminou em morte

O interrogatório de Marcelo Alves da Costa, de 37 anos, revelou uma sequência de eventos que culminou na morte de Rafael Francisco Alves Ferreira, também de 37 anos, e na carbonização do corpo em um canavial, em Pompeia.
Aos agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Marcelo afirmou que, após o crime, lavou sozinho o chão da fábrica com água sanitária para tentar ocultar vestígios de sangue.
O crime ocorreu na manhã da última sexta-feira (16), na sede da empresa da família. Segundo Marcelo, ao perceber a chegada de Rafael ao local para cobrá-lo por uma suposta dívida, por volta das 11h, ele se escondeu no banheiro.

A vítima teria forçado a porta e, ao entrar, segurado Marcelo pelo pescoço. Nesse momento, Marcos Alves da Costa, irmão de Marcelo, desferiu o primeiro golpe de martelo na nuca de Rafael.
Com a vítima caída, Marcelo relatou que pegou o martelo das mãos do irmão e desferiu outros três golpes na cabeça de Rafael. Em seguida, utilizou uma corda para estrangular a vítima e arrastá-la.
Antes de colocar o corpo no carro, Marcelo afirmou ainda ter subtraído pertences da vítima. Ele retirou três pulseiras e uma corrente de ouro, alegando que pretendia vendê-las para “se ressarcir parcialmente” dos juros pagos. As joias foram escondidas sob o colchão de sua casa.
Marcelo disse ainda que colocou um saco na cabeça da vítima e a acomodou no banco traseiro do próprio carro de Rafael, um Porsche Macan. Ele dirigiu o veículo até uma estrada rural, em Pompeia, levando um galão de gasolina e um isqueiro. No local, incendiou o automóvel com o corpo dentro.
Após o incêndio, Marcelo contou que ligou para um funcionário e pediu que fosse buscá-lo de moto na zona rural, alegando estar em um ponto onde costumavam pescar. Ao retornar para a fábrica, em Marília, disse que realizou a limpeza do local do crime.
Marcelo assumiu a autoria da ocultação do cadáver e da limpeza da cena.
Homicídio e prisão
O crime ocorreu no último dia 16 e, segundo a investigação policial, teria sido motivado pela cobrança de uma dívida relacionada à suposta prática de agiotagem. Dois irmãos foram presos pelo crime.
