Personal perde dinheiro e denuncia extorsão após acesso a site de acompanhantes
Crime de extorsão contra um personal trainer de 47 anos é investigado pela Polícia Civil de Marília, após denúncia registrada nesta semana. A vítima relatou que passou a ser ameaçada por criminosos ainda não identificados depois de um suposto acesso a um site de acompanhantes.
Segundo o relato, o crime teve início durante o período das festas de fim de ano. O educador físico informou à polícia que acessou a internet apenas para verificar a existência de um perfil de uma mulher conhecida de seu irmão em um site de acompanhantes, sem realizar qualquer contratação de serviços.
Dias depois, passou a receber mensagens por aplicativo, nas quais os autores se identificavam como supostos “gestores” do site. Com tom intimidador, os criminosos afirmaram que a vítima teria causado prejuízo financeiro a garotas de programa e chegaram a mencionar uma suposta ligação com uma facção criminosa, como forma de aumentar a pressão psicológica.
Dados pessoais
Para reforçar as ameaças, os autores enviaram prints contendo dados pessoais da vítima, como nome completo, CPF, endereços, números de telefone e informações sobre familiares, incluindo esposa e filhas.
Também fizeram referências a locais que ele costuma frequentar, como a academia, o que gerou medo intenso.
Assustado e temendo pela própria segurança e pela integridade dos familiares, o educador físico acabou realizando três transferências bancárias via PIX, nos valores de R$ 2,5 mil, R$ 233 e R$ 500, totalizando R$ 3.233.
Os valores foram enviados para contas bancárias em nomes diferentes, de dois homens e uma mulher. Mesmo após os pagamentos, porém, as intimidações teriam continuado.
Diante da insistência dos criminosos, o personal trainer percebeu que poderia estar sendo vítima de um golpe de extorsão e decidiu registrar a ocorrência. Ele apresentou à polícia os comprovantes das transferências, que poderão ser utilizados em tentativas de rastreamento.
O crime de extorsão está previsto no artigo 158 do Código Penal e, caso os envolvidos sejam identificados, poderão responder a processo com pena de até 10 anos de prisão.