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Casa & Jardim
seg. 23 jun. 2025

Seu alecrim pode estar morrendo por dentro: veja os 2 sinais que quase ninguém nota

por Fabiano Souza

Se o seu alecrim está com folhas verdinhas, mas você sente que algo não vai bem, confie na sua intuição: a planta pode estar morrendo por dentro. Isso mesmo. Diferente de outras ervas que demonstram o sofrimento com folhas caídas ou manchas óbvias, o alecrim é mais discreto. Dois sinais quase invisíveis podem indicar que as raízes já estão comprometidas ou que o caule está entrando em colapso. Saber identificá-los pode salvar sua planta antes que seja tarde demais.

Como identificar problemas no alecrim antes que seja visível demais

O alecrim é uma planta rústica, de origem mediterrânea, e por isso se dá bem com sol pleno, solo bem drenado e pouca água. O problema é que, por ser resistente, ele mascara os sinais de que algo está errado — e quando eles aparecem, o dano já está avançado.

Sinal 1: o caule do seu alecrim escurece por dentro

O primeiro sinal quase invisível de que seu alecrim pode estar morrendo é um escurecimento interno do caule. Por fora, ele pode parecer normal, firme e com folhas aromáticas. Mas ao cortar um pequeno galho com tesoura limpa, você pode notar uma faixa escura, como se o “miolo” do caule estivesse necrosado.

Esse escurecimento interno geralmente é causado por excesso de umidade. Quando a raiz fica encharcada por muito tempo, surgem fungos e bactérias que sobem pelo caule, interrompendo o fluxo de nutrientes. É como se a planta tivesse um “infarto silencioso”.

Se você observar esse escurecimento, o ideal é podar as partes afetadas até encontrar tecido saudável, com coloração clara. Se o tronco principal estiver comprometido, a planta dificilmente se recupera — mas ainda dá tempo de fazer mudas com os ramos saudáveis.

Sinal 2: aroma fraco ou folhas quebradiças

Outro sinal pouco notado é quando as folhas perdem aroma ou ficam secas demais nas pontas, mesmo quando estão verdes. É como se o alecrim estivesse “decepcionando” no principal motivo pelo qual o cultivamos: o cheiro forte e terapêutico.

Esse sintoma pode ter duas causas principais. A primeira é o excesso de umidade, que enfraquece o metabolismo da planta. A segunda, menos conhecida, é a falta de luz direta. O alecrim precisa de no mínimo 5 horas de sol por dia — e se estiver em ambiente com luz indireta ou sombra parcial, vai sobreviver por um tempo, mas não vai prosperar.

Se as folhas quebram com facilidade ou têm aroma apagado, experimente mover o vaso para um local ensolarado, preferencialmente com boa ventilação. E reduza as regas: só molhe quando o solo estiver completamente seco.

Por que é tão fácil errar com o alecrim?

Ao contrário do que se pensa, o alecrim sofre mais com excesso de cuidado do que com abandono. Isso acontece porque ele é uma planta de clima árido, que está acostumada a solos pobres e secos. Quando regamos demais ou colocamos adubo com frequência, criamos um ambiente propício à proliferação de fungos e ao apodrecimento radicular.

Além disso, muitas pessoas cultivam alecrim em vasos sem drenagem adequada ou com pratos acumulando água embaixo. Isso transforma o ambiente das raízes em um “pântano”, o oposto do que o alecrim precisa.

Seu alecrim pode estar morrendo por dentro
Seu alecrim pode estar morrendo por dentro

Como recuperar um alecrim doente

Se você identificou um dos dois sinais discretos mencionados, ainda há esperança. Veja os passos recomendados:

  • Corte os galhos escurecidos: Use uma tesoura esterilizada e corte até encontrar tecidos saudáveis.
  • Transplante para outro vaso: Escolha um vaso de barro com boa drenagem e preencha com substrato arenoso (mistura de terra, areia grossa e um pouco de húmus).
  • Reduza a frequência de regas: Regue apenas quando o solo estiver completamente seco ao toque.
  • Exponha ao sol direto: Coloque o vaso em local ensolarado e evite mover com frequência.
  • Evite adubar nesse momento: O foco é estabilizar a planta, não forçar crescimento.

Se o alecrim conseguir reagir, você vai notar novos brotos nas extremidades após algumas semanas. Mas mesmo que a planta principal não se recupere, é possível fazer estaquia dos ramos saudáveis e iniciar um novo cultivo.

Como evitar o problema nas próximas vezes

A melhor forma de manter seu alecrim saudável é tratar o cultivo como um exercício de contenção. Pouca água, muito sol, solo leve e nada de exageros com adubos. Plantar em vasos de barro ajuda muito a evitar a umidade excessiva, pois eles absorvem a água excedente. E atenção: o ideal é não usar pratinho embaixo do vaso, especialmente se ele fica ao ar livre e recebe chuva.

Você também pode proteger o sistema radicular com uma camada de cascalho ou pedrisco na superfície do solo. Isso ajuda a evitar o acúmulo de fungos e melhora a drenagem. E claro: mantenha um olho atento aos pequenos sinais de mudança no aroma, textura e coloração dos galhos.

Cuidar de um alecrim é mais sobre observar do que intervir. Ele é discreto, mas quando se manifesta, está gritando por socorro. A próxima vez que passar pelo seu vasinho, toque com leveza, sinta o aroma e, se algo parecer estranho, não ignore. Talvez você tenha acabado de salvar uma planta que estava morrendo por dentro — silenciosamente.

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