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Marília
ter. 31 dez. 2024
FÉ E ESPERANÇA

Religiosos falam em preocupações e expectativas para 2025

Apesar de visões diferentes, líderes religiosos buscam ações de conforto, esperança e transformação para o novo ano.
por Alcyr Netto
Bispo Dom Luiz Antonio Cipolini durante celebração em Marília (Foto: Divulgação/Pascom)

Lideranças religiosas de diferentes tradições em Marília revelaram as principais preocupações e objetivos para o próximo ano, refletindo os desafios enfrentados pela sociedade contemporânea e as demandas de seus fiéis.

Em meio às diferentes visões e práticas, as lideranças religiosas convergem em suas preocupações com o bem-estar espiritual, mental e social de Marília.

Apesar de visões diferentes, todas buscam ações, dentro de suas tradições, para trazer conforto, esperança e transformação diante das dificuldades previstas para o novo ano.

Pastor Domingos Jardim vai orar pelas famílias de Marília (Foto: Divulgação/PIB Marília)

O pastor Domingos Jardim, da Primeira Igreja Batista, contou que vai orar pelas famílias e pelo país. Ele explicou que as famílias são um reflexo da sociedade. Para o religioso, se a família está bem, a sociedade também caminha no mesmo sentido.

“Vamos orar pelas famílias. A sociedade vai ser o resultado do que acontece em casa. Nunca teremos uma sociedade melhor do que as famílias que formam essa sociedade. A primeira coisa é olhar pelas famílias. Eu acredito na família. A família é uma instituição que Deus, o Pai, criou, uniu e formou. Pelas perspectivas, me parece que o 2025 não será um ano fácil. Precisamos orar para o nosso país, para a gente ter melhores administrações, com muita sabedoria. Eu acredito que se houver um olhar mais social, a gente pode ter uma cidade ainda melhor, mais justa, mais igualitária e mais abençoada”, disse o pastor.

Reverendo Kentaro Sugao, do Templo Budista Honpa Hongwanji de Marília (Foto: Divulgação)

Reverendo Kentaro Sugao, do Templo Budista Honpa Hongwanji de Marília, explicou que os budistas não fazem oração para Deus ou para Buda. O budismo prega que a libertação do sofrimento e a iluminação podem ser alcançadas através do autoconhecimento, da meditação e da prática do bem.

“Claro que a gente tem muita preocupação com o mundo e com a situação atual das pessoas, mas não oramos por isso. Não fazemos pedidos. Nosso comportamento em relação ao Buda é um pouco diferente. Nos preocupamos com a guerra que está acontecendo. A questão do meio ambiente, aquecimento global e mudanças climáticas provocadas pela ação do homem, além da saúde física e mental das pessoas. Muitos passam dificuldades e estão com depressão e ansiedade. Temos que diminuir a ganância, raiva, ciúmes e ignorância, que causa todos esses sofrimentos. Como religiosos, vamos trabalhando com isso”, contou Sugao.

Dom Luiz quer levar a esperança, a fé e a caridade aos encarcerados, doentes, jovens, exilados, idosos e pobres (Foto: Divulgação/Pascom)

Dom Luiz Antonio Cipolini, bispo diocesano de Marília, revelou que os católicos querem um tempo de graça em 2025. Ele explicou que o papa Francisco abriu as portas da Basílica de São Pedro, em Roma, na noite de Natal, como símbolo do Jubileu 2025. Esse gesto, segundo o religioso, lembra que “Jesus Cristo é a porta da salvação”.

“A partir da abertura do Jubileu, no dia 29, esperamos que 2025 seja marcado pela esperança e o perdão. Por isso, a oração e os esforços pastorais de toda a Diocese de Marília estarão concentrados para que vivamos o que o papa Francisco intitulou de ‘sinais de esperança’. Queremos no próximo ano levar a esperança, a fé e a caridade aos encarcerados, doentes, jovens, exilados, idosos e pobres, para que todos sintam o amor do Menino Jesus que celebramos no Natal. O importante é que os católicos deem testemunho da fé em Jesus Cristo e, como Igreja em saída, vivam e anunciem a salvação”, disse o bispo.

Pai Júlio, também conhecido como Taata Panangue, comanda o Templo das Águas de Yemanjá ao lado de Mãe Elisa, a Maama Mutayúka. Ele explicou que as pessoas procuram as religiões de matriz africana, muitas vezes, em momentos que se encontram perdidas e sem esperança.

“Muitas ficam perdidas em decisões que precisam tomar na vida, em caminhos que elas têm que seguir e muitas vezes vão procurar o terreiro. Marília tem uma energia muito pesada. As pessoas, muitas vezes, vão procurar as religiões de matriz africana quando pensam em tentar contra a própria vida. Essas pessoas são muito necessitadas de uma conversa, de uma direção, de um conselho para essas questões. A maioria das pessoas vão procurar a gente para o aconselhamento. A gente está ali como sacerdote para direcionar a pessoa neste caminho”, revelou Júlio.

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