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qua. 26 jun. 2024
STF

Usuários celebram descriminalização da maconha, mas veem pouco efeito prático na decisão do STF

Usuários celebram descriminalização da maconha, mas veem pouco efeito prático na decisão do STF.
por Folhapress

A descriminalização do porte de maconha para uso pessoal pelo STF (Supremo Tribunal Federal) foi recebida como vitória por usuários da droga ouvidos pela reportagem, mas a avaliação de que pouco muda na prática também é consenso.

MC Sombra, 48, que é cantor de hip-hop, conta que fuma maconha há 20 anos e diz defender uma pauta mais ampla. “Me posiciono pela legalização.”

Para ele, um avanço real seria a autorização para o cultivo caseiro de cannabis. “É a principal forma de a gente sair da margem [da sociedade].”

MC Sombra conta que bebia muito quando jovem e que a maconha o ajudou a controlar a bebedeira. “Para mim, o álcool é uma droga muito mais potente. A maconha para mim foi redução de danos.”

Fumar maconha continua sendo proibido em qualquer situação, e o porte da droga segue como ato ilícito. O que muda com a descriminalização é que o usuário não será mais submetido a um processo criminal, mas sim autuado por uma infração administrativa, podendo sofrer uma advertência ou ter de se submeter a cursos.

O gerente de produto Guilherme Makki, 32, vê a descriminalização como um primeiro passo para a “autonomia individual de cada um”, algo que abre caminho para que um dia estejamos discutindo a legalização do uso recreativo da maconha no Brasil —também chamado de uso adulto ou uso social.

Quanto à decisão do Supremo, Makki avalia que o principal ponto é a definição do que configura porte e do que deve ser enquadrado como tráfico, análise ainda pendente. O julgamento, que começou em 2015, ainda não terminou, e a expectativa é que nesta quarta (26) os ministros estabeleçam critérios objetivos para diferenciar usuários de traficantes.

Quatro ministros (Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Rosa Weber) sugeriram em seus votos que a quantidade para configurar uso pessoal seja fixada em até 60 gramas de maconha. Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques e Luís Roberto Barroso defenderam que o limite seja de 25 gramas.

André Mendonça, Edson Fachin, Luiz Fux e Dias Toffoli disseram que cabe ao Congresso ou ao Executivo (Anvisa) definir esses parâmetros. Barroso, presidente da corte, adiantou nesta terça que, em busca de consenso, deve propor a quantia intermediária de 40 gramas.

Alguns ministros também votaram a favor do cultivo caseiro, e para isso estabeleceram a quantidade de seis plantas fêmeas. A expectativa é que essa discussão também seja retomada nesta quarta-feira.

“Isso seria ótimo [autorização para cultivo]. Você conseguiria fumar algo que realmente sabe o que é. E tiraria um pouco do poder do tráfico, ao menos do tráfico de maconha”, afirma o educador Carlos Rodrigues, 63, que desde 2017 atua na organização da Marcha da Maconha São Paulo.

Ele avalia que a descriminalização pode reduzir o encarceramento, mas acredita que “a polícia vai continuar forjando” flagrante.

“Mesmo que você defina quantidades [para diferenciar usuário de traficante], na prática o policial que quiser prender alguém na periferia vai continuar forjando”, diz Rodrigues.

Reportagem da Folha publicada na última sexta (21) mostrou que, de acordo com um estudo do Insper, para a polícia de São Paulo a diferença entre um traficante e um usuário de drogas pode estar na cor da pele. Segundo o levantamento, 31 mil pessoas pardas e pretas foram enquadradas como traficantes em situações similares àquelas em que brancos foram tratados como usuários.

Cético quanto a avanços na política de drogas brasileira, o jornalista Bruno Ferreira, 41, usuário de maconha e também de CBD (canabidiol) —receitado para o tratamento de fortes dores na coluna—, diz ter ficado surpreso com a descriminalização.

“Mas sigo crendo que isso só favorece a branquitude”, afirma. “Essa é uma guerra cultural, o que está em jogo é uma coisa muito mais moral do que científica. Acredito que a gente só vai ver a evolução dessa pauta quando ela for interessante financeiramente. Hoje a guerra às drogas ainda parece mais vantajosa, gera mais dinheiro do que a legalização [poderia gerar].”

***

POR DÉBORA MELO E ISABELLA MENON

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