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Marília
ter. 05 jan. 2016

Dívida da Prefeitura gera cortes na Santa Casa

por Marília Notícia
santa casa

Dívida da Prefeitura com Santa Casa gera cortes no atendimento

Prefeitos de alguns municípios paulistas firmaram compromisso, junto ao Legislativo, para a devolução e destinação de parte do duodécimo (pagamentos que a prefeitura faz mensalmente à Câmara para cobrir as despesas do Poder Legislativo) para as Santas Casas de suas respectivas cidades.

O objetivo é reduzir os débitos do Poder Público municipal junto às Santas Casas. Nas cidades de Assis e Cândido Mota, na região de Marília, a administração pública reconheceu a responsabilidade para com os hospitais e direcionou os recursos.

Em Assis, o prefeito Ricardo Pinheiro (PSDB) e o presidente da Câmara, Claudecir Rodrigues Martins (SD), repassaram à Santa Casa R$ 200 mil, o que permitiu o pagamento de parte dos salários dos 43 médicos da Santa Casa de Misericórdia de Assis, que prestam retaguarda médica para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O pagamento encerrou ameaça de greve.

Já em Cândido Mota, conforme explica o provedor, José Augusto, a Santa Casa recebeu um cheque de R$ 300 mil referente a parte da subvenção devida pelo município. O hospital é referência para a urgência e emergência (Pronto Socorro) do município, que tem cerca de 30 mil habitantes e faz aproximadamente 7 mil procedimentos por mês.

Para Edson Rogatti, presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) e diretor- presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo Fehosp (Fehosp), o uso das chamadas “sobras orçamentárias” para honrar compromissos dos municípios atenua uma situação que tende a se gravar no final do ano, com o pagamento de 13º e aumento dos custos.

Ele destacou o crescente endividamento, devido ao subfinanciamento do SUS, e cobrou responsabilidade dos gestores. “É importante que cada um faça a sua parte. Já demostramos que não falta administração às Santas Casas, o que falta é a contrapartida pelos serviços prestados”, disse.

Situação em Marília

Em Marília, o município deve cerca de R$ 4 milhões à Santa Casa de Misericórdia e até o momento não informa sobre o pagamento.

Atualmente o hospital tem um pacto com o SUS de R$ 1,6 milhão por mês, mas o valor ultrapassa o teto para atender à demanda de pacientes e procedimentos.

Basicamente o dinheiro enviado pelo Governo Federal não chega nem perto de ser suficiente e a partir disso, o município custeia a operação: é o chamado valor extrateto. Isso acontece em quase todas as cidades.

Em Marília, a administração de Vinicius Camarinha (PSB) não está pagando esse valor extrateto, gerando endividamento do hospital, que se vê obrigado a reduzir o atendimento.

“Estamos aos poucos cortando o atendimento. É o pior dos cenários, mas sem dinheiro não há o que fazer” , disse o empresário Milton Tédde, provedor da Santa Casa de Marília.

Segundo Tédde, foi feito um pedido verbal para que o vereador Luiz Eduardo Nardi ajudasse nas negociações e que o valor da “sobra orçamentária” da Câmara, fosse repassado para o hospital.

Como reportado no início da matéria, as prefeituras de cidades da região utilizaram esse dinheiro para ‘aliviar’ os hospitais. O mesmo procedimento foi sugerido pelo provedor da Santa Casa.

Por lei, o legislativo é obrigado a devolver esse dinheiro para a Prefeitura e assim o prefeito define como esse dinheiro será utilizado.

“Quando eu conversei com o seu Milton, a Câmara já havia devolvido cerca de R$ 1,7 milhão para a Prefeitura. Depois, mais para o fim do ano, foi devolvido outra quantia parecida. Eu conversei com todo mundo, pedi, mas infelizmente devido a enorme crise que vivemos, o prefeito usou de outra maneira o dinheiro”, explicou Nardi.

A reportagem do Marília Notícia entrou em contato com a assessoria de imprensa do executivo, mas não obteve resposta de onde esse dinheiro foi empregado e nem uma declaração do prefeito sobre o assunto. Ainda não há uma previsão para o pagamento dessa dívida.

“Nós vamos agora no começo do ano tentar encontrar uma solução para esse problema, vou tentar sentar com o Danilo (secretário da Saúde) e com o prefeito. Vou me empenhar para que isso seja solucionado”, concluiu Nardi.

Já Tédde diz que entende o lado de Camarinha, mas para se manter dessa maneira dentro do que o sistema público determina, deve haver cortes: “É isso ou a Santa Casa quebra de vez”. Não foi informado quais serviços especificamente foram cortados até o momento no hospital.

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