MN Logo

12 anos. Mais de 104 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Brasil e Mundo
qui. 17 mar. 2022

Brasil pode sofrer menos na guerra, diz ex-diretor do BC

por Agência Estado

O Brasil é um dos países que menos vão sofrer com o impacto da inflação global agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, segundo o ex-diretor do Banco Central e CEO da Mauá Capital, Luiz Fernando Figueiredo.

Essa relativa vantagem comparativa apontada pelo economista está no fato de o Banco Central brasileiro ter sido um dos primeiros a começar a elevar a taxa básica de juros, a Selic, para conter a alta de preços. Hoje o BC já está no final do ciclo de aperto monetário.

Outro ponto favorável é que o País é um grande exportador de commodities. Com isso, a disparada dos preços em dólar das matérias-primas, que ganhou força com a guerra, gera mais renda para o setor agrícola e Produto Interno Bruto (PIB) para o País, minimizando o impacto no câmbio. “O cenário é menos negativo para o Brasil, mas não dá para ficar otimista nessa situação.”

O economista frisa que o quadro atual é muito fluido e incerto. Numa semana o barril de petróleo bate US$ 130 e na outra está abaixo de US$ 100. Por isso, acredita que os bancos centrais pelo mundo têm de reagir aos estragos que a guerra trouxe para a inflação, mas devem ser cautelosos para não exagerar na dose e agravar o cenário de baixo crescimento com a alta de juros.

Figueiredo acredita que daqui para frente o risco político passará a fazer parte dos fatores de sustentabilidade que norteiam investimentos. “Países que trazem esse risco vão sofrer muito mais e, nesse sentido, o Brasil não tem esse tipo de problema.”

6 PERGUNTAS:

Qual o cenário econômico antes e depois da eclosão da guerra entre Rússia e Ucrânia?

Com a pandemia, o mundo se viu com uma inflação muito elevada. A inflação dos últimos 12 meses nos EUA é de 7,9% e antes era de 1,5% ao ano. No Brasil, a inflação era em torno de 4% e foi para 10%. Com o arrefecimento da pandemia e a volta das atividades, é preciso normalizar as políticas fiscal e monetária, de maneira que a inflação gradualmente volte a cair. Esse era o mundo pré-conflito Rússia e Ucrânia. O conflito trouxe mais inflação e menos crescimento. E ampliou muito o dilema ou a dificuldade que os bancos centrais vão ter no mundo todo para fazer frente a essa situação. Esse é o pano de fundo.

Qual a posição do Brasil?

O Brasil tem várias questões que são bastante diferentes. Estamos num momento final do ciclo de aperto monetário. O Banco Central foi um dos primeiros a subir juros. Com a guerra, o Brasil sofre a influência de mais inflação em função do aumento do petróleo, do aumento das commodities e alguma coisa de menor crescimento. Mas temos uma grande atenuante porque somos um grande exportador de commodities.

Diante dessa mudança de cenário externo, o que o BC deve fazer?

O BC precisará apertar mais os juros do que imaginava e vai manter a Selic em patamar mais alto por mais tempo do que imaginava antes do conflito. Essas coisas são prováveis, mas, como o conflito pode ser temporário, o BC tem que ter cautela. Há uma semana o petróleo estava a US$ 130 o barril e agora está abaixo de US$ 100. Está tudo muito fluido.

Qual é a efetividade de subir juros para conter inflação de oferta provocada pelas commodities?

A efetividade é não deixar que as altas de preços se propaguem pela economia. Um aumento de custo é sempre desafiador para os bancos centrais.

Qual é o impacto da alta de juros básicos para a atividade?

Ela esfria a economia, lógico. Mas tem outro aspecto que ocorre em uma situação de guerra, que não é só o conflito bélico, mas político e geoeconômico. Essa situação reduz a confiança das pessoas, que afeta o crescimento.

Se a guerra acabar, a tendência é de as coisas voltarem para o eixo?

Eu tenho dúvidas. Não tivemos sanções econômicas tão severas em nenhum outro conflito. O impacto econômico será muito maior do que se imaginava.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Santa Casa de Marília atinge capacidade máxima das UTIs devido a doenças agravadas pelo frio
  • 2
    Carro de funcionária é furtado à luz do dia próximo ao HC em Marília
  • 3
    Grave acidente em rodovia da região mata enfermeira de 32 anos
  • 4
    Agência bancária na região central é alvo de furto de cabos de cobre

Escolhas do editor

DENUNCIADO
MP denuncia garcense por furto e morte cruel da gata e pede prisão preventivaMP denuncia garcense por furto e morte cruel da gata e pede prisão preventiva
MP denuncia garcense por furto e morte cruel da gata e pede prisão preventiva
CONECTA JOVEM
Marília recebe selo estadual por ações voltadas à capacitação de jovensMarília recebe selo estadual por ações voltadas à capacitação de jovens
Marília recebe selo estadual por ações voltadas à capacitação de jovens
MUNDIAL
MN TV: Entre palpites e bandeiras, rua de Marília vive a emoção da CopaMN TV: Entre palpites e bandeiras, rua de Marília vive a emoção da Copa
MN TV: Entre palpites e bandeiras, rua de Marília vive a emoção da Copa
HABILITAÇÃO
Marília supera média nacional e acelera emissão de CNHsMarília supera média nacional e acelera emissão de CNHs
Marília supera média nacional e acelera emissão de CNHs

Últimas notícias

Motorista entra na contramão e provoca acidente com motocicleta em Garça
Santa Casa de Marília atinge capacidade máxima das UTIs devido a doenças agravadas pelo frio
MP denuncia garcense por furto e morte cruel da gata e pede prisão preventiva
‘Capacitação de agentes qualifica atendimento à população’, defende Danilo da Saúde

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Lucas Caldeira
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Thomé
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Lucas Caldeira
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Thomé
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie