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Tecnologia
ter. 28 jan. 2020

Moderadores do YouTube podem sofrer de estresse pós-traumático

por Amanda Brandão

Os moderadores da Accenture, empresa terceirizada que presta serviços a gigante YouTube, estão sendo forçados a assinar um atestado em que reconhecem e concordam com os riscos e danos emocionais derivados de sua profissão, incluindo o possível desenvolvimento do transtorno de estresse pós-traumático (PTSD, na sigla em inglês). As informações foram divulgadas pelo site americano The Verge.

Chamado de ‘Acknowledgement’ ou ‘Reconhecimento’, em português, o documento tem duas páginas e uma faixa preta “que sinaliza a sua importância”, diz o site.

Apesar desse tipo de denúncia ser ‘comum’, a situação é um pouco diferente agora, já que o atestado é o primeiro documento dessa categoria a chegar ao público de forma tão explícita.

Enquanto ele parece ‘apenas’ uma comprovação feita pelos colaboradores da Accenture, com a intenção de provar que eles estão cientes dos riscos da profissão, advogados consultados pelo The Verge se questionam se ele não faz parte de um plano maior, servindo como uma ‘medida de proteção’ da empresa em futuros processos trabalhistas, que são cada vez mais comuns nesse meio.

Segundo informantes, ele tem circulado entre os funcionários da empresa, que fica localizada em Austin, no Texas, desde 20 de dezembro do ano passado, por meio da plataforma DocuSign.

Veja um trecho do documento:

“Eu entendo que o conteúdo que estou revisando pode ser perturbador”, começa o texto. “É possível que revisar um determinado conteúdo pode impactar na minha saúde mental, podendo desencadear o transtorno de Estresse Pós-Traumático. Eu vou aproveitar totalmente o programa weCare e procurar por tratamentos mentais adicionais, se necessário. Então eu vou contar ao meu supervisor ou ao profissional de RH da minha empresa se eu perceber que o trabalho está afetando negativamente a minha saúde mental”.

Além deste parágrafo, o documento também tem algumas frases de ‘alerta’ aos seus funcionários. Em outro trecho, eles ‘convidam’ os colaboradores a pensar que “nenhum trabalho vale mais do que a minha saúde mental”.

Ainda segundo os advogados consultados pelo portal, a atitude não só é contra as leis, como também esse ‘excesso’ de abertura com um profissional do RH, pode indicar uma tentativa ilegal da empresa de extrair a força do colaborador, detalhes íntimos sobre a sua condição mental.

Questionada, a empresa se recusou a comentar detalhes específicos da possível existência do documento. Em nota, um porta-voz da Accenture disse que “o bem-estar dos colaboradores é prioridade máxima”, e que eles atualizam “regularmente as informações” que passam aos trabalhadores, para que “eles entendam com clareza o trabalho que realizam”.

O porta-voz também acrescenta que os funcionários não são obrigados a assinar o termo e que ele é opcional. Em contrapartida, colaboradores da empresa informaram que aqueles que não assinam o ‘Reconhecimento’ são constantemente assediados e ameaçados de demissão.

Situação não é uma novidade

O trabalho dos moderadores tem sido alvo de sucessivas polêmicas há quase uma década. O próprio The Verge frequentemente costuma levar a público esse tipo de situação, que também acontece em grandes empresas como Google, Twitter e Facebook, por exemplo.

Em uma simples busca na internet, é possível encontrar uma série de depoimentos de pessoas que exerciam a profissão, mas que abandonaram o cargo por terem desenvolvido transtorno de estresse pós-traumático.

Responsáveis por fazer a curadoria do que os usuários postam nas 24 horas dos sete dias da semana, os moderadores costumam estar expostos a todo o tipo de conteúdo: desde uma simples violação dos direitos autorais, até a crimes mais graves, como maus tratos animais, abuso infantil, decapitação e até mesmo canibalismo, conforme contou Shawn Speagle à BBC, em 2019.

Usualmente, nos relatos dos moderadores sempre constam situações de abuso e maus tratos no ambiente de trabalho, longas e estressantes jornadas – com poucos minutos de pausa e alto nível de exposição à conteúdos tóxicos – e falta de apoio psicológico das empresas nas quais trabalham. A sobrecarga resulta, por fim, no desenvolvimento do transtorno de estresse pós-traumático.

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