Rodrigo foi assassinado pelo ‘Tribunal do Crime’ (Foto: Arquivo)
Foram condenados pelo júri Érika Pereira de Almeida Lemos, Leandro Aparecido Moraes e João Augusto Campos da Silva. Eles foram acusados de integrar o ‘Tribunal do Crime’ de uma facção criminosa que matou o empresário Rodrigo Maniscalco Housell, de 39 anos, em 19 março de 2016, na favela do Argollo Ferrão, zona Oeste de Marília.
O julgamento começou às 9h30 e terminou na madrugada desta sexta-feira (24) por volta de 2h30 em Marília. Érika foi condenada a 14 anos por homicídio qualificado e um ano e dois meses por associação criminosa, mas foi absolvida pela ocultação de cadáver. Ela irá cumprir a pena em regime inicial fechado.
Já Leandro foi condenado a 18 anos por homicídio qualificado, um ano e dois meses por ocultação de cadáver e um ano e dois meses por associação criminosa em regime inicial fechado. João foi condenado a 12 anos por homicídio qualificado, um ano por ocultação de cadáver e um ano por associação criminosa também em regime fechado.
As defesas de Érika e Leandro apelaram da decisão, já a de João não. A defesa de João alegou a ilicitude de provas , já que foram apresentadas escutas telefônicas. Já as defesas de Érika e Leandro alegaram a negativa de autoria.
O crime
Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia do crime, por volta de 16h40, os acusados mataram a vítima por motivo torpe, utilizando recurso que dificultou a defesa de Rodrigo.
Após o homicídio o corpo foi jogado em um ‘buracão’, para ocultação do cadáver, no final da rua Fernando Sérgio Mazzini, no bairro Vila D’Itália, fundos da favela do Argollo.
O crime teria sido motivado porque Rodrigo foi acusado por uma ex-namorada de ter abusado da filha dela. O caso foi investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), porém em laudo de exame de corpo de delito, foi constatado a inexistência de conjunção carnal.
Mesmo assim, o empresário foi submetido ao ‘Tribunal do Crime’ e condenado à morte por integrantes de uma facção criminosa.
No dia 8 de março de 2016, a vítima já tinha sido sequestrada, encarcerada e torturada para que confessasse o suposto estupro. Porém policiais militares flagraram quando Rodrigo era levado a outro local e culminou com a prisão de Celso Ricardo Verga Piveto, Yan Silva Ferreira, Jeferson Luís Inácio, além da apreensão de um adolescente.
Na data do crime a vítima foi sequestrada no interior da favela, mantida em cárcere privado e executado. Rodrigo foi apedrejado e recebeu pauladas na cabeça até a morte.
Todos os envolvidos no crime foram presos pela Polícia Militar no mesmo dia do assassinato.
Outros envolvidos
Em junho deste ano também foram julgados, Giulio Borges Tormente e Michel Marlon Valderrama, pela participação na morte do empresário.
Os jurados acolheram parte da tese, os dois respondiam por homicídio qualificado consumado, ocultação de cadáver e associação a facção criminosa.
Os réus foram absolvidos pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver e condenados pela associação a facção criminosa, com pena de um ano em regime aberto.
Rodrigo foi assassinado em 2016 (Foto: Arquivo pessoal)
Em Marília, o estouro de fogos com estampidos é proibido desde 2019 (Foto: Divulgação) A…
Edital prevê a aquisição de até 4.901 lâmpadas para espaços públicos municipais (Foto: Arquivo: MN)…
O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu, em sabatina na Comissão de…
O Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em…
As inscrições gratuitas para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro…
Professores contratados por tempo determinado poderão participar da atribuição de aulas em jornada especial na…
This website uses cookies.