A Empresa Municipal de Mobilidade Urbana de Marília (Emdurb) prepara uma nova licitação para ampliar o sistema de videomonitoramento do trânsito na cidade. A medida prevê a expansão da cobertura das câmeras utilizadas na fiscalização de infrações e no acompanhamento do fluxo viário, além de reforçar o apoio às forças de segurança pública.
Segundo o presidente da empresa, Paulo Alves, o termo de referência está em fase final de elaboração, e o edital deve ser publicado até o início do próximo mês. Atualmente, o serviço é terceirizado e conta com 10 câmeras ativas instaladas em pontos estratégicos da cidade, como a avenida Tiradentes e o cruzamento da rua Paraná com a avenida Pedro de Toledo.
“Nós já temos câmeras de monitoramento. Vamos ampliar essa cobertura junto com uma central de monitoramento ampla”, afirmou Alves. Ele não informou, porém, quantos equipamentos serão acrescentados por meio da licitação.
Não é radar
A ampliação ocorre em um contexto de mudanças na política de fiscalização adotada pela administração municipal. No início do atual governo, uma das primeiras ações públicas do prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) foi determinar o encerramento da fiscalização eletrônica voltada ao excesso de velocidade.
Em ato simbólico realizado na avenida Tiradentes, Vinicius interrompeu o sistema que permitia a aplicação de multas por essa infração. Apesar disso, outras irregularidades de trânsito continuaram sendo registradas por videomonitoramento. Agora, a mesma tecnologia deverá ganhar maior alcance para ampliar o número de pontos monitorados e a capacidade de fiscalização.
Alves descartou, entretanto, qualquer possibilidade de retorno das autuações por excesso de velocidade nas vias urbanas. Segundo ele, a fiscalização desse tipo de infração depende de equipamentos específicos. “Essa não fazemos. Temos a portaria 03/2025 que retirou radares do nosso município. O radar é restrito para velocidade”, explicou.
Infrações frequentes
De acordo com o presidente da Emdurb, as infrações mais recorrentes registradas pelo sistema envolvem o uso de telefone celular ao volante, conversões proibidas, estacionamento irregular, fila dupla e avanço de sinal semafórico.
“Temos muitos abusos no trânsito da cidade. Várias adegas espalhadas e abusos de motoristas e motociclistas que afrontam autoridades e trazem transtornos para a vizinhança e munícipes como um todo”, justificou.
Além da função relacionada ao trânsito, as câmeras atualmente em operação também são utilizadas como ferramenta de apoio à segurança pública. O acesso às imagens é compartilhado com a Polícia Militar. “Essas câmeras também têm auxiliado a Polícia Militar em segurança para nosso município. O acesso é compartilhado”, justifica.
Agentes de trânsito
A aposta da administração municipal na ampliação tecnológica também está relacionada às limitações operacionais do quadro de fiscalização. Segundo o presidente da Emdurb, não há previsão de contratação de novos agentes de trânsito.
Atualmente, a autarquia conta com 28 servidores na função, distribuídos em escalas e sujeitos a afastamentos e férias.
“Temos a atividade delegada com a PM, que já nos presta bom suporte, e avançaremos com a tecnologia que nos auxiliará 24 horas por dia”, afirmou.
“São seis horas de trabalho, 14 por período. Porém, temos ainda o revezamento para férias. É impossível cobrir toda a cidade”, concluiu.
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