Em sequência às ações de combate à dengue, a Secretaria Municipal da Saúde realiza bloqueio com visitas às residências de bairros da zona Norte de Marília, que irão receber a nebulização com o equipamento acoplado a veículo – conhecido pela sigla NAV – já na próxima semana.
O reforço de agentes de controles de endemias e supervisores tem objetivo de visitar e vistoriar o interior dos imóveis para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti e seus criadouros.
O trabalho junto aos moradores é importante ainda porque o inseticida atinge apenas os insetos alados, ou seja, os que voam e picam as pessoas.
“Os moradores precisam atender os agentes e supervisores. Não vai adiantar nada matar apenas o mosquito que já está voando e deixando as pessoas doentes, porque uma vez que as larvas se tornam mosquitos, vão picar moradores com dengue e transmitir a doença. Essa é uma guerra que precisamos travar dentro dos quintais e os moradores fazem parte da linha de frente para acabar com o Aedes”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Osvaldo Ferioli Pereira.
AÇÃO
O mutirão de visitas e vistorias será realizado nos bairros nas áreas de influência das unidades de saúde JK, Jânio Quadros, Aniz Badra, Figueirinha e Primeiro de Maio (localizada no bairro Alcir Raineri).
Foram disponibilizados 22 agentes a mais para essa ação que inicia nesta quinta-feira (15).
Já a nebulização está programada para os bairros Castelo Branco, Prolongamento do Palmital, Jânio Quadros, Jardim Sasazaki, Cerqueira César, Juscelino Kubitschek (JK), Alcir Raineri e outros da região, incluindo os próximos ao supermercado Kawakami Norte.
O serviço será feito com produto fornecido pelo Governo do Estado de São Paulo e iniciará na terça-feira (20).
A previsão é que o trabalho permaneça por um período de quatro semanas. A Secretaria Municipal da Saúde já solicitou a nebulização para outras áreas da cidade e aguarda uma posição do Estado para agendar o reforço do combate à dengue em outros bairros.
DADOS
De acordo com o boletim epidemiológico do município de Marília, os casos confirmados de dengue somam 906, conforme os dados totalizados da 6ª semana epidemiológica (de 1º de janeiro até o 12 de fevereiro de 2024).
Conforme informações do Ministério da Saúde, o mosquito Aedes aegypti utiliza todo tipo de recipiente capaz de acumular água para depositar seus ovos. Alguns são conhecidos, como garrafas e embalagens descartáveis, latas, vasos de plantas, pneus e plásticos.
Entretanto, há lugares, que muitas vezes, o mosquito utiliza para se reproduzir e que são desconhecidos das pessoas. É aí que entra o trabalho dos agentes de combate a endemias, conhecidos pela sigla ACEs.
Cabe aos agentes a tarefa de vistoriar imóveis residenciais e não-residenciais. Os profissionais trabalham uniformizados, com o colete da Secretaria Municipal da Saúde.
“Solicito à população de Marília que recebam os nossos agentes, os agentes de saúde, que são fundamentais nesta verdadeira guerra que estamos travando contra o mosquito Aedes e contra a dengue”, solicitou o prefeito de Marília, Daniel Alonso (sem partido).
O chefe do Poder Executivo decretou estado de emergência em Marília e estabeleceu comitê intersetorial para a coordenação do enfrentamento da dengue.
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