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‘Morro de pena do Bob Esponja’, diz Fátima Bernardes

‘Morro de pena do Bob Esponja’, diz Fátima Bernardes após fim da ‘TV Globinho’. (Foto: Divulgação)

A apresentadora Fátima Bernardes falou a respeito do fim da TV Globinho ‘causado’ por ela em entrevista coletiva após a premiação Press Award, realizada nos Estados Unidos.

“Como a Fátima dorme sabendo que tirou a TV Globinho do ar?”, questionou uma das repórteres presentes, repassando a pergunta enviada por um fã.

“Morre de pena do Bob Esponja, fico com uma dó… Mas a aposentadoria chega pra todo mundo, não é?”, respondeu Fátima, aos risos.

Em 2012, com a mudança da apresentadora do jornalismo para o entretenimento, e a criação do Encontro com Fátima Bernardes, o horário infantil da emissora, que era exibido semanalmente, foi restrito apenas às manhãs de sábado – o que culminaria na extinção do programa, anos depois, em 2015.

“Quando sugeri o horário da TV Globinho foi porque eu fiz uma análise da manhã da Globo. A gente começava com o telejornal local, pra adulto, o telejornal de rede, Bom Dia Brasil, pra adulto, o Mais Você, pra adulto, o programa de saúde, Bem-Estar, pra adulto. Onde você acha que estavam as crianças até essa hora? Não estavam ali né?”, explicou a apresentadora.

Em seguida, complementou: “A gente tinha que tocar um sino em casa e dizer: ‘Pessoal, vai começar a TV Globinho, corre!’. Só tinha a TV Globinho, de 20 pras 11 ao meio-dia, e, depois, programação de adulto.”

“A programação infantil, com o grande número de TV a cabo, gadgets, tablets, foi ficando muito enfraquecida. Achava que havia ali um buraco que poderia ser preenchido por uma programação adulta. Hoje juro que penso em vocês. Penso em pautas quando é feriadão, um dia diferente, que podem estar em casa”, encerrou a justificativa.

Fátima ainda garantiu que o sucesso entre os mais jovens tem aumentado: “Meu público abaixo de 15 anos cresceu muito. Eu não era parada quando fazia Jornal Nacional, embora a audiência fosse muito maior que a audiência da manhã. Andava tranquilamente. Hoje em dia sou seguida por grupo de adolescentes, que ficam falando meu nome. Me param, pedem foto. Em geral para as mães, mas pedem.”

Agência Estado

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