Durante décadas, o crescimento das cidades foi marcado pela separação entre moradia, trabalho, comércio, serviços e lazer. Nos últimos anos, porém, um novo modelo de planejamento urbano passou a ganhar espaço em diversas partes do mundo, inspirado no conceito de “cidade de 15 minutos”. A proposta aproxima as diferentes dimensões da vida cotidiana, criando bairros mais integrados, nos quais moradia, trabalho, saúde, educação, comércio, esporte, gastronomia e lazer estejam acessíveis por meio de pequenos deslocamentos.
Mais do que uma medida rígida de tempo, a proposta representa uma mudança na forma de pensar o desenvolvimento urbano. A cidade passa a ser planejada a partir das pessoas e de suas necessidades cotidianas, valorizando a proximidade, a convivência, a mobilidade e a qualidade dos espaços onde a vida acontece.
Além de reduzir o tempo gasto no trânsito, esse modelo busca criar bairros mais vivos, conectados e sustentáveis. A presença de diferentes atividades em uma mesma região fortalece o comércio local, incentiva a circulação de pessoas, melhora o aproveitamento da infraestrutura e amplia as possibilidades de convivência e qualidade de vida.
MARÍLIA SEGUE O CAMINHO
Essa tendência também começa a aparecer em Marília. Um dos exemplos é o projeto desenvolvido pela Acinco Incorporadora no Parque das Árvores, onde a empresa aposta na integração entre empreendimentos residenciais, espaços corporativos, serviços e áreas voltadas ao bem-estar.
A proposta recupera e atualiza o conceito de bairro planejado: um território em que diferentes funções da vida possam coexistir de maneira equilibrada, favorecendo a circulação, o encontro, a segurança, a diversidade de usos e o sentimento de pertencimento. Nesse modelo, o bairro deixa de ser compreendido apenas como um conjunto de edifícios e passa a ser pensado como uma experiência urbana completa.
Segundo a incorporadora, desenvolver essa integração exige mais do que reunir atividades em uma mesma região. É preciso criar uma relação de complementaridade entre elas, para que moradia, trabalho, gastronomia, saúde, esporte, serviços e convivência se fortaleçam mutuamente.
“Na Acinco, entendemos que o desenvolvimento de um projeto não acontece de forma isolada, nem se resume à construção de edifícios. Ele precisa conversar com o entorno e contribuir para uma experiência urbana mais completa”, afirma Adriano Avila, sócio responsável pela Acinco Incorporadora.
Para a empresa, essa integração depende de uma sinergia entre as atividades implantadas na região. Por isso, a Acinco realiza uma curadoria cuidadosa de cada nova operação, considerando sua qualidade, sua complementaridade e sua capacidade de dialogar com as demais experiências.
“Quando diferentes atividades se conectam de maneira criativa, o resultado vai além da conveniência. Essa sinergia melhora a rotina das pessoas, estimula novas relações e contribui para a formação de um bairro mais vivo, humano e conectado. São projetos pensados para permanecer e continuar fazendo parte da vida da cidade”, acrescenta Adriano.
EXPERIÊNCIAS QUE SE COMPLEMENTAM
Um dos empreendimentos que representa essa proposta é o Soma Wellness Hub, concebido como um espaço de conexão entre saúde, esporte, cuidado, bem-estar e gastronomia. O empreendimento reúne atividades esportivas, serviços voltados à saúde, experiências de cuidado pessoal e opções de alimentação, criando um ambiente em que as pessoas podem praticar atividades físicas, cuidar do corpo e da mente, buscar atendimento especializado e compartilhar uma boa refeição.
A próxima etapa desse planejamento será o Loro Corporate, empreendimento assinado pelo escritório Andrade Morettin Arquitetos. O projeto reunirá lojas, salas comerciais e lajes corporativas, ampliando a oferta de serviços e fortalecendo a proposta de integração do bairro.
Essa integração contribui para uma rotina mais fluida, com menos tempo perdido em deslocamentos e mais tempo dedicado à família, ao descanso, à saúde e às relações pessoais. É uma forma de aproximar as diferentes dimensões da vida sem abrir mão da qualidade das experiências.
UM BAIRRO QUE GANHA VIDA
Quando diferentes usos convivem em uma mesma região, o bairro ganha vida. As pessoas passam a circular por motivos diversos e em diferentes horários, favorecendo o comércio local, a convivência e a ocupação dos espaços urbanos.
Essa dinâmica também contribui para ambientes mais acolhedores e seguros e dialoga com o conceito de “olhos na rua”, formulado pela urbanista Jane Jacobs, segundo o qual a presença constante de moradores, comerciantes e frequentadores contribui para uma vigilância natural e torna os espaços urbanos mais vivos e seguros.
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