O prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) sancionou nesta quinta-feira (17) no Diário Oficial do Município de Marília (Domm) nova lei que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis nas escolas da rede local de ensino.
Na prática, a legislação veta o uso principalmente de celulares em sala de aula e ainda nos intervalos de almoço das unidades com tempo integral por alunos, professores, diretores e demais servidores.
A lei permite o uso dos equipamentos apenas em “casos de necessidade pedagógica, inclusão, acessibilidade ou condições de saúde dos estudantes mediante atestado, laudo ou outro documento assinado por profissional de saúde.”
A nova lei municipal de proibição acompanha legislação semelhante já em vigor nas escolas estaduais desde 2024 e nas unidades federais de ensino, a partir do início deste ano letivo.
APROVADO
Diretores, coordenadores, professores e estudantes da rede municipal de ensino ouvidos pelo Marília Notícia aprovaram a lei de iniciativa do prefeito Vinicius Camarinha (PSDB).
Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Nelson Gabaldi, da zona oeste, o celular já não frequentava os espaços escolares. “Não é um hábito que havia na escola”, afirmou a diretora, Vanessa Cristina Barbacovi.
Na análise da professora Marcella Marques da Silva, a exclusão do uso do celular não impede o acesso do aluno a outras tecnologias audiovisuais na escola. “Temos várias ferramentas como os chromebooks e as salas de informática com novas plataformas”, citou.
A coordenadora pedagógica Flávia Shinoda reforçou a importância das novas tecnologias no suporte educacional. “O celular em si não faz diferença, mas é preciso utilizar as novas ferramentas para manter as crianças ativas o tempo todo.”
Aluno do 5º ano, Lukas Novaes de Lima, de nove anos, diz que a proibição do celular não deve afetar seu ensino. “Vamos prestar mais atenção nas aulas. Os problemas não podem tomar o aparelho, mas podem aplicar as sanções pedagógicas.”
Para Graciela Pereira da Silva, 10, o professor precisaria ser respeitado caso o celular fosse permitido em sala de aula. “O aluno poderia prejudicar quem estivesse querendo prestar atenção. Com celular, ele pode ser prejudicado.”
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