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A história que a água continua escrevendo

Resíduos lançados no esgoto aumentam as obstruções nas redes, os extravasamentos e a necessidade de intervenções que poderiam ser evitadas (Foto: Divulgação)

A água conta duas histórias. A primeira é familiar. Está presente no café preparado pela manhã, no almoço em família, no banho que encerra um dia de trabalho. Acompanha momentos que fazem parte da rotina e que, justamente por isso, quase nunca despertam atenção.

Mas existe uma segunda história que começa quando a primeira parece terminar.

Depois de cumprir sua função dentro de casa, a água inicia um novo percurso. Já não serve para matar a sede e nem preparar alimentos. A partir desse momento, ela passa a integrar o sistema de esgotamento sanitário, iniciando uma etapa tão essencial quanto o abastecimento.

É ali que começa um trabalho indispensável. O esgoto é coletado, transportado e tratado para que possa retornar ao meio ambiente de forma adequada. Esse processo protege os mananciais e contribui para o desenvolvimento das cidades.

No entanto, sua eficiência depende de um trabalho contínuo, realizado todos os dias, e também da colaboração de quem faz parte dele. É nesse momento que pequenas escolhas passam a produzir grandes impactos.

Quando resíduos como óleo de cozinha, lenços umedecidos, plásticos, papel higiênico, cotonetes, toalhas de papel e outros materiais são descartados de forma inadequada, aumentam as obstruções nas redes, os extravasamentos e a necessidade de intervenções que poderiam ser evitadas.

O impacto de um único descarte pode parecer pequeno dentro de uma residência, mas seus efeitos se multiplicam quando passam a fazer parte de um sistema que atende milhares de pessoas.

Na RIC Ambiental, investimentos permanentes na ampliação e modernização das redes, aliados ao trabalho diário das equipes responsáveis pela operação, garantem que essa etapa aconteça com segurança e eficiência.

Mas uma estrutura desta dimensão só alcança seu melhor resultado quando encontra a participação da população. As escolhas feitas por cada um de nós também são essenciais para que esse trabalho alcance seu propósito.

É assim que a água continua seu percurso. O que desaparece pelo ralo não representa o fim da sua trajetória, mas o início de uma nova etapa sustentada por tecnologia, planejamento e cuidado contínuo. Um caminho que acontece, em grande parte, longe dos olhos da população, mas que é fundamental para proteger a saúde das pessoas, preservar os recursos naturais e construir cidades mais preparadas para o futuro.

Juntos, por Marília, para Marília.

Eng° Julio F. Neves

Superintendente Comercial e de Comunicação

RIC Ambiental – Água e Esgoto do Marília S.A.

Julio Neves

Julio F. Neves é Engenheiro e Superintendente Comercial e de Comunicação da RIC Ambiental.

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