Polícia

Incendiária reincidente é condenada por tentar matar ex-companheiro com fogo

A Justiça de Marília publicou a sentença condenatória contra uma mulher de 30 anos, julgada nesta terça-feira (15), por tentativa de homicídio contra um ex-namorado. Ela foi sentenciada a nove anos, quatro meses e 10 dias de prisão em regime fechado.

Ela é acusada de homicídio consumado, em outro processo, por ter ateado fogo em uma amiga, em episódio mais recente. O julgamento do caso ainda não aconteceu.

Mas, pela tentativa de matar o ex-companheiro em novembro de 2016, no bairro Palmital, a sentença de primeira instância está assinada. Os jurados entenderam que o crime foi qualificado por motivo fútil, emprego de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima.

As investigações apontaram que o crime ocorreu após o término de um relacionamento de apenas três meses. Na data do homicídio tentado, acusada teria solicitado dinheiro ao ex-companheiro, que se recusou a atender ao pedido.

Em uma reação desproporcional e cruel, a mulher despejou álcool sobre o corpo do homem e ateou fogo. Ele sofreu queimaduras de 2º e 3º graus em 35% do corpo, mas foi prontamente socorrido por um vizinho, e só não morreu pela rápida intervenção.

A juíza do caso determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado. A ré poderá recorrer da sentença, mas seguirá presa.

NOVO CASO

Em janeiro deste ano, a a Justiça de Marília determinou que a acusada seja julgada por júri popular pela morte de Camila Bezerra Mariano, de 21 anos, em episódio que a ré também usou fogo.

O crime ocorreu em 2022, na Vila Barros, zona norte da cidade, e foi marcado por consumo de drogas, álcool e uma amizade conturbada.

Segundo a investigação, durante uma discussão motivada por ciúmes, a mulher com histórico incendiário jogou álcool e ateou fogo na vítima. Camila foi socorrida, mas morreu na Unidade de Terapia de Queimados (UTQ) de Limeira.

Testemunhas chegaram a mencionar legítima defesa, mas a Justiça rejeitou a tese. Um laudo psiquiátrico confirmou que a acusada é mentalmente apta para responder pelo crime.

A decisão de levá-la a júri popular ainda está sob recurso e, após análise do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que tende a confirmar a sentença de pronúncia, ela terá sessão de júri marcada pela morte de Camila.

Carlos Rodrigues

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