Valéria de Melo Viana alegou que contratou engenheira para avaliar imóveis pelo alto nível de especialização (Foto Prefeitura de Marília/ Arquivo)
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), após analisar manifestação do Ministério Público, vai julgar recurso da arquiteta e ex-secretária municipal de Planejamento Urbano, Valéria de Melo Viana.
Ela ocupou o cargo durante a gestão do ex-prefeito Vinicius Camarinha (PSB) e foi condenada por improbidade administrativa, após ter contratado, irregularmente, uma engenheira civil para avaliações e laudo.
A gestão de Vinicius se destacou pelo grande número de secretários “enroscados” com a Justiça. Na saúde, Danilo Bigeschi – atualmente vereador – e Hélio Benetti são réus na Justiça Federal pela compra de tablets superfaturados.
Benetti também foi condenado pelo crime de tortura contra moradores de rua (quando era secretário da Assistência Social) e por improbidade administrativa, ao prorrogar irregularmente contrato de prestação de serviço com a Maternidade Gota de Leite, já à frente da Saúde.
Sérgio Moretti, da Fazenda, foi investigado e virou réu com Vinicius em processo que apurou prejuízos a fornecedores da Prefeitura, por efetuar pagamentos fora da ordem cronológica, sem justificativas.
Na Cultura, Taís Monteiro foi condenada com o chefe por improbidade administrativa, por dispensa de licitação e fracionamento a contratação de serviços para eventos da pasta.
Contrato irregular
Já Valéria, secretária de Planejamento Urbano, assinou a contratação por R$ 79,8 mil – sem nenhum processo licitatório – de uma profissional para emitir laudos de avaliação monetária de dez imóveis públicos.
A maioria das propriedades são terrenos que a Prefeitura recebeu em contrapartida, pela aprovação de projetos de condomínios.
A defesa da ex-secretária alegou que o serviço exigia alto nível de especialização e que a contratação foi feita tendo como fundamento o currículo da engenheira e a ausência de outro profissional com os requisitos para realizar o serviço.
Porém, o Ministério Público apurou que outros dois engenheiros também enviaram propostas, após procedimento de inexigibilidade de certame licitatório – em valores bastante aproximados ao orçamento vencedor.
“Ora, a existência de três profissionais da mesma área, objetivando a referida contratação, evidencia a possibilidade de competição (poderia ter sido feita licitação), ausência de singularidade do serviço, ausência de notória especialização”, escreveu o promotor Oriel da Rocha Queiroz na denúncia.
A condenação de Valéria em primeira instância reconheceu ato de improbidade e foi assinada em fevereiro deste ano pelo juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, da Vara da Fazenda Pública de Marília.
O magistrado absolveu o procurador da Prefeitura, que produziu parecer favorável à dispensa da licitação. Já a secretária perdeu direitos políticos e foi condenada a ressarcir o município em duas vezes o valor do prejuízo causado, além de ficar impedida de assinar qualquer contrato com o Poder Público.
O recurso da arquiteta está sob análise do Tribunal de Justiça de São Paulo, que poderá confirmar ou reformar a decisão, após manifestação da Procuradoria Geral de Justiça – órgão máximo do Ministério Público no Estado.
Jorge Messias durante sabatina no Senado (Edilson Rodrigues/Agência Senado) O plenário do Senado rejeitou a…
Em Marília, o estouro de fogos com estampidos é proibido desde 2019 (Foto: Divulgação) A…
Edital prevê a aquisição de até 4.901 lâmpadas para espaços públicos municipais (Foto: Arquivo: MN)…
O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu, em sabatina na Comissão de…
O Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em…
As inscrições gratuitas para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro…
This website uses cookies.