Marília

Cerca de 70% dos que iniciaram tratamento na Santa Casa de Marília largaram o vício

Equipe multiprofissional atua no serviço existente há 17 anos na unidade hospitalar filantrópicas mariliense (Foto: Divulgação)

Com trabalho realizado há 17 anos e mais de 4,5 mil pacientes atendidos, o Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília é referência para quem quer parar de fumar. Cerca de 70% das pessoas que procuraram o serviço conseguiram largar o vício.

De acordo com a coordenadora do Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília, enfermeira Silvia Ferraz, este é um número significativo. “Ficamos muito felizes em termos ajudado tanta gente neste período de atividade. O que está dificultando um pouco o nosso trabalho nos últimos meses é que os adesivos pararam de ser fornecidos pela regional de saúde, mas mesmo assim seguimos firmes em nossa missão de ajudar as pessoas a abandonarem de vez o hábito de fumar”.

Encaminhamentos da rede municipal de saúde são realizados para o Ambulatório de Tabagismo, que funciona no prédio do Complexo Ambulatorial Bento de Abreu Sampaio Vidal e também atende funcionários da instituição.

Complexo Ambulatorial Bento de Abreu Sampaio Vidal (Foto: Divulgação)

“Fazemos uma triagem para determinar o grau de dependência do paciente e após isso ele passa por consulta médica individual para que seja estabelecida a terapêutica, geralmente com adesivo de nicotina, goma de nicotina e bupropiona – medicamento para o controle da ansiedade. A partir de então, o paciente inicia sua participação nas terapias em grupo. Os retornos médicos acontecem mensalmente, durante os primeiros três meses, os mais críticos em relação à abstinência pela nicotina. Durante este período fazemos o acompanhamento da evolução e os ajustes da dosagem de medicamentos”, explicou a médica do Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília, Edilaine de Oliveira Miguel.

O serviço conta com equipe multiprofissional. Além da médica Edilaine de Oliveira Miguel e da enfermeira Silvia Ferraz (coordenadora do ambulatório), compõem o grupo a assistente social Clotilde Carvalho de Souza e a auxiliar administrativa Solange Aparecida Gomes Aguiar.

No ano passado, 271 pacientes passaram por triagem e foram promovidos 396 atendimentos médicos com a formação de grupos atendendo total de 880 pacientes. Este ano, já passaram por triagem 100 pacientes e 110 receberam atendimento médico.

DIA MUNDIAL SEM TABACO

O Dia Mundial sem Tabaco – neste 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.

Anualmente, no Dia Mundial sem Tabaco, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) promove e articula uma grande comemoração nacional sobre o tema com as secretarias estaduais e municipais de saúde e de educação dos 26 Estados e Distrito Federal e com outros setores do Ministério da Saúde e do governo federal que integram a Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco (CQCT/OMS).

CESSAÇÃO DO TABAGISMO

O tabagismo é uma doença causada pela dependência química da nicotina. Oferecer tratamento aos que desejam parar de fumar é uma importante estratégia de controle do tabagismo.

A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar assim como a capacidade pulmonar, deixando a pessoa menos vulnerável a inúmeras doenças, dentre elas, a Covid-19.

A cessação pode ser um desafio, especialmente com o estresse social e econômico adicional advindos da pandemia, mas há muitos motivos para parar.

Ao parar de fumar os benefícios à saúde são quase imediatos, conforme demonstrado a seguir:

  • após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;
  • após 2h, não há mais nicotina circulando no sangue;
  • Após 8h, o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
  • Após 12h a 24h, os pulmões já funcionam melhor;
  • Após dois dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida;
  • Após três semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora;
  • Após um ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido pela metade;
  • Após dez anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.
Daniela Casale

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