Marília

Alta no preço do boi anima pecuaristas e assusta famílias em Marília

Em alta, o preço do boi gordo é uma boa notícia para os pecuaristas de Marília, já que o município possui o quinto maior rebanho bovino do Estado de São Paulo. Por outro lado, o aumento prejudica o consumo das famílias.

No começo de outubro de 2019, há 24 meses, o preço da arroba do boi gordo estava em R$ 161,60, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP).

Agora, de acordo com números levantados da última sexta-feira (1º), o preço está em R$ 292,25. Isso significa um aumento de 80,84% em dois anos.

Para comparação, a inflação no período equivalente com os dados disponíveis foi de 12,4%. O número é do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Marília, Fernando Botelho Villela Neto, um dos motivos do aumento do preço do boi gordo é o crescimento do custo com ração, principal recurso para alimentação do gado durante os períodos de estiagem.

Neto explica que o apetite da China – por importação de carne bovina – também contribui para o atual cenário. “O preço do boi é cíclico, sobe, sobe, sobe e o pessoal começa a criar. Então, depois de algum tempo, a oferta cresce e o preço cai”, detalha.

De acordo com o presidente, quem tem boi gordo hoje está em uma situação confortável, de lucro. Porém, quem ainda precisa engordar o gado encontra-se em situação mais delicada, já que “a soja e o milho estão muito caros”.

Apesar da chegada das chuvas, os últimos meses foram de intensa estiagem – além de geadas, que queimaram a pastagem. A previsão de Neto é que em curto prazo, já nos próximos meses, o preço caia um pouco, o que deve ser bom para as famílias.

Como o Marília Notícia mostrou recentemente, o valor da carne para o consumidor final subiu 31,31% em 12 meses, calculados até agosto deste ano.

O preço do alimento bovino passa de R$ 40 o quilo, e subiu o equivalente a 3,5 vezes o IPCA-15 do período.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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