As empresas familiares no Brasil compõem a maior parte das sociedades e são responsáveis por parte considerável do PIB de nosso país; em grau de importância, são parte substancial para a economia nacional. Porém, grande parte dessas não tem uma perspectiva de perpetuação no tempo, pois, não tem um planejamento sucessório adequado.
Na maioria das empresas familiares, a sucessão ainda é tratada como um evento de preocupação em segundo plano, do qual remediarão “quando chegar a hora”. Tal postura decorre de uma visão cultural obsoleta de que o planejamento sucessório empresarial é destinado somente para grandes empresas, quando na realidade, o planejamento é para todos os empresários.
O planejamento sucessório adequado, por sua vez, decorre de uma governança corporativa bem estruturada e ajustada às necessidades e objetivos da empresa e da família empresária. Através de sua implantação e como os instrumentos adequados como por exemplo o acordo de sócios, é possível, além de todos os benefícios voltados a profissionalização e gestão da atividade empresarial, realizar uma sucessão pacífica e efetiva.
Com uma Governança Corporativa Familiar a sucessão fica clara e objetiva, evitando inclusive eventuais conflitos societários e familiares. Ademais, com a criação de regras para a sucessão, tem-se critérios técnicos para a ocupação dos cargos, exigindo que a futura geração não seja apenas um herdeiro que receberá o patrimônio, mas, um verdadeiro sucessor com preparo, experiencia, legitimidade interna.
Um dos grandes exemplos contemporâneos que se tem a respeito disso no cenário nacional é caso da farmacêutica Grupo Cimed. O empresário João Adibe (CEO da Cimed), costuma dizer que seu objetivo é formar sucessores e não apenas herdeiros. Com essa visão, seu filho mais velho, Adibe Marques, já ocupa funções executivas e integra estruturas de governança da companhia, sendo preparado para eventualmente assumir posições de liderança.
O desafio se encontra em justamente preparar a próxima geração para ocupar a cadeira, seja operacionalmente à frente da atividade empresarial ou administrativamente com a tomada de decisões importantes, pois o patrimônio pode ser herdado, mas a liderança precisa ser construída.
Dessa maneira, observa-se que a sucessão não é somente um evento inevitável que permanece em segundo plano para “quando chegar a hora”, mas, um processo que deve ser contemplado ao longo do tempo. As empresas familiares bem-sucedidas que entende a importância do planejamento entendem também que legado não é só o patrimônio.
A verdadeira herança de uma empresa familiar não se trata apenas no patrimônio acumulado, mas, da capacidade de preparar a próxima geração para liderar o negócio familiar e não apenas o possuir. Para isso, o primeiro passo é a estruturação de uma Governança Corporativa para que haja continuidade do legado familiar em um futuro construído pelos sucessores.
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Adriano Martins é advogado especialista e mestre em Direito Empresarial, com mais de 20 anos de experiência
OAB/SP 221.127
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