Tecnologia

YouTube vai reduzir qualidade dos vídeos

O YouTube anunciou na manhã desta terça-feira, 24, que vai reduzir a qualidade de resolução de seus vídeos em todo o mundo. A partir desta data e pelos próximos 30 dias, todos os usuários do site do Google só poderão assistir às imagens em resolução com definição padrão (SD, 480p). Adotada na última semana pela empresa na União Europeia, a medida foi estendida para todo o planeta – e, obviamente, inclui o Brasil – como forma de evitar sobrecarga nas redes.

“Continuamos a trabalhar em estreita colaboração com governos e operadoras de rede em todo o mundo para minimizar o impacto no sistema durante essa situação sem precedentes”, disse um porta-voz do YouTube, em nota enviada à imprensa.

A empresa decidiu reduzir a qualidade de seus vídeos depois de um pedido do chefe da indústria da UE, Thierry Breton, para evitar a sobrecarga das redes. Hoje, vídeos representam uma parte substancial dos dados de tráfego da internet.

Iniciativas se espalham

O YouTube não é a primeira empresa a adotar esse tipo de medida fora da União Europeia. No domingo, a 22, a Globo anunciou que vai cortar as transmissões em 4K e Full HD dos seus serviços de streaming, incluindo Globoplay, Globosat Play, Globoesporte.com, GShow e o site G1. Todos os vídeos serão exibidos apenas em alta definição (720p), buscando gerar economia de tráfego – segundo a empresa, isso significa uma economia de 52% no tráfego de dados em um capítulo de novela de 60 minutos que era transmitido originalmente em Full HD.

Na segunda-feira, 23, foi a vez da Netflix anunciar que também fará redução no uso de dados de seus vídeos no Brasil. A empresa, porém, não vai restringir determinadas resoluções: usuários que assistem vídeos em Ultra HD (4K) ou altíssima definição (Full HD, 1080p) continuarão a ter acesso a essa qualidade de vídeo. O que a empresa fará, no entanto, é reduzir as taxas de bits utilizadas na transmissão.

“Em circunstâncias normais, fazemos diferentes transmissões simultâneas de um único título em cada resolução. O que faremos agora é remover as faixas de frequência com maior fluxo de dados”, diz Ken Florance, vice-presidente de entrega de conteúdo da Netflix, em comunicado enviado pela empresa à reportagem. A política de transmissões simultâneas é uma das ferramentas que o serviço encontrou para evitar que os vídeos ‘travem’ ou ‘engasguem’ durante a exibição. “Quem é muito ligado em qualidade de vídeo pode perceber uma pequena queda na qualidade de cada resolução, mas a entrega ainda será na resolução pela qual o usuário pagou.”

Quem também entrou na mesma linha foram Facebook e Instagram, sem detalhar suas medidas, e o serviço de streaming Looke, que tem catálogo de filmes e também aluguel de lançamentos do cinema.

Agência Estado

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