A quantidade de cirurgias caiu significativamente no sistema público em Marília durante a pandemia da Covid-19, tanto no caso dos procedimentos ambulatoriais, que podem ser agendados, quantos nos casos hospitalares, normalmente mais complexos e que inclusive exigem internação.
É o que mostram os dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) referentes ao município em 2020. As informações foram atualizadas recentemente e mostram que as cirurgias ambulatórias sofreram maior impacto, com redução de um terço do total feito em 2019.
Durante o ano passado o Marília Notícia publicou algumas matérias sobre a suspensão temporária de cirurgias eletivas – aquelas que não são urgentes.
As medidas foram necessárias para que houvesse um direcionamento de pessoal, leitos e insumos hospitalares para os pacientes com Covid-19.
A estratégia também visa resguardar a população do contato com ambientes frequentados por pacientes positivados para o novo coronavírus.
Entre as consequências da queda no número de cirurgias devem constar o aumento das filas de espera por e também a possível dificuldade de financiamento dos hospitais privados que possuem convênio com o SUS.
Ambulatorial
Segundo o DataSUS, em 2020, Marília realizou a menor quantidade de cirurgias ambulatoriais desde ao menos 2008. Foram 27,4 mil entre janeiro e dezembro do ano passado, ante 42,2 mil em 2019. A redução foi de 34%.
Entre os principais tipos de cirurgia afetados estão os pequenos procedimentos de pele, que caíram 39% – de 27,3 mil para 16,4 mil entre 2019 e 2020. Também constam as cirurgias do aparelho da visão, com redução de 6,2 mil para 3,7 mil (-40%).
No caso das cirurgias ambulatoriais também houve redução significativa nos procedimentos envolvendo boca, maxilar e face (-51,5%), vias áreas e cabeça (-51,6%), sistema osteomuscular (-51,5%), sistema circulatório (-44%) e aparelhos genital e urinário (-38%).
Hospitalar
No caso das cirurgias hospitalares, que são mais complexas, a queda na quantidade de procedimentos realizados foi de 24,4% – de 13,1 mil para 10 mil.
Entre os procedimentos com maior impacto constam as cirurgias do aparelho genital e urinário (-43%) de 1,5 mil para 884; aparelhos digestivo (-26,4%) de 2,2 mil para 1,6 mil; e aparelho circulatório (-24,2%), de 1,7 mil para 1,3 mil.
Também tiveram redução significativa as cirurgias hospitalares envolvendo pacientes com câncer (-22,5%), sistema nervoso central (-22,4%) e sistema osteomuscular (-14,6%).
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