Empossada em sessão solene realizada na quarta-feira (1), a nova composição da 21ª legislatura (2025-2028) da Câmara Municipal de Marília elegeu sua Mesa Diretora para o primeiro biênio (2025-2026) de mandato.
Como o Marília Notícia já havia sinalizado ainda na primeira quinzena de dezembro, o vereador Danilo Bigeschi (PSDB) foi eleito presidente do Legislativo, com ampla maioria de votos do plenário.
A escolha por Danilo, indicado pelo prefeito eleito Vinicius Camarinha (PSDB), restabelece a proximidade política entre os gabinetes do Executivo e do Legislativo. Essa relação havia sido rompida nos últimos dois anos durante a presidência de Eduardo Nascimento (Republicanos), que fez oposição ao ex-prefeito Daniel Alonso (PL).
Luiz Eduardo Nardi (Cidadania), vereador mais experiente da Casa, chegou a ser apontado como principal concorrente de Danilo na disputa. No entanto, votou em si mesmo e já sinalizou uma possível dissidência visando sua candidatura ao cargo no segundo biênio, conforme apurou o Marília Notícia.
Figura política vinculada há décadas com o ex-prefeito e ex-deputado estadual e federal, Abelardo Camarinha (Podemos), Nardi sofre certa resistência na nova gestão de Vinicius, que busca desvincular sua imagem administrativa à do pai.
ACOMODAÇÕES DE PODER
Além de eleger Danilo para a presidência, os vereadores escolheram, por unanimidade, dois aliados da gestão de Daniel Alonso — a quem Vinicius fez oposição durante a campanha — para compor a sucessão imediata do Poder Legislativo.
Em seu terceiro mandato consecutivo, a vereadora Professora Daniela (PL) foi eleita para a primeira vice-presidência. Na ausência de Danilo, seja durante as sessões plenárias ou na gestão administrativa, caberá a ela assumir o comando. Daniela também tem laços próximos com o grupo dos Camarinhas, já que seu marido, Marco Antônio D’Ávila, sempre manteve forte ligação com a família.
Na sequência da linha sucessória ficou o delegado Wilson Damasceno (PL). Ex-secretário de Direitos Humanos e Assistência e Desenvolvimento Social de Alonso, ele foi opositor a Vinicius no governo de 2013 a 2016.
Damasceno era um dos três votos vencidos no recorrente placar de ’10 a 3′ das aprovações da base governista no primeiro mandato de Vinicius — cenário em que ele costumava sair vitorioso. Agora, ao ser escolhido para a vice-presidência, ele passa a integrar, de certa forma, a base aliada, enfraquecendo ainda mais a oposição.
MESA
Com exceção de Danilo, que assume a presidência da Câmara pela primeira vez em seu terceiro mandato consecutivo como vereador, os demais integrantes da Mesa Diretora permanecem os mesmos da legislatura encerrada na noite de Réveillon.
Elio Ajeka (PP) e Vânia Ramos (Republicanos) foram mantidos como primeiro e segundo secretários de um mandato para outro. A suplência direta é de Fabiana Camarinha (Podemos), seguida por Batata Corredato (PP).
Madrasta do prefeito, Fabiana foi acomodada na terceira secretaria, a exemplo do também novato Batata, correligionário do vice-prefeito Rogerinho (PP). Com exceção do presidente, os cargos da Mesa Diretora não conferem aumento salarial.
Sob nova direção governista, a Câmara Municipal deve iniciar os trabalhos antes mesmo do fim do recesso parlamentar, na primeira quinzena de fevereiro, em sessão extraordinárias a serem convocadas pelo prefeito Vinicius.
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