Marília e região

Tabela SUS Paulista amplia atendimentos e fortalece a rede hospitalar na região de Marília

Cirurgia realizada em hospital da rede pública de saúde em Marília (Foto: Roberto Cezar/Santa Casa de Marília)

O reforço no financiamento da saúde pública por meio da Tabela SUS Paulista do Governo do Estado de São Paulo começa a produzir reflexos diretos na rede hospitalar, inclusive na região de Marília. Ao complementar os valores pagos pelo SUS federal, a iniciativa estadual amplia a capacidade financeira dos hospitais, cria condições para aumentar o número de atendimentos e contribui para a redução das filas por cirurgias, exames e internações.

A busca por ampliar o acesso da população aos serviços de saúde pública e reduzir o tempo de espera por atendimentos hospitalares motivou a criação do programa pelo Governo do Estado, que funciona como um modelo complementar de financiamento. A proposta tem como objetivo enfrentar a defasagem histórica da tabela nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a capacidade de atendimento da rede pública e conveniada.

Na prática, a Tabela SUS Paulista prevê o pagamento, por parte do Governo de São Paulo, de valores adicionais aos já repassados pelo Ministério da Saúde. Esse complemento pode chegar a até cinco vezes o valor da tabela federal, conforme o tipo de procedimento. Desde 2024, o investimento acumulado é estimado em cerca de R$ 8 bilhões, destinados ao custeio de cirurgias, internações, exames e outros atendimentos hospitalares.

Fachada do Hospital das Clínicas de Marília, referência regional (Foto: HC/Divulgação)

Como funciona a Tabela SUS Paulista

A Tabela SUS Paulista atua como um complemento financeiro ao recurso pagos pelos procedimentos pelo Governo Federal, garantindo que os prestadores recebam valores mais próximos do custo real dos serviços.

Com isso, hospitais que antes enfrentavam dificuldades para manter ou ampliar o atendimento pelo SUS passam a ter maior sustentabilidade financeira, o que favorece a ampliação da oferta de serviços e a adesão de novas instituições ao sistema.

Segundo dados do programa, o modelo já beneficia cerca de 800 hospitais em todas as regiões do Estado, incluindo Santas Casas, entidades filantrópicas, autárquicas. Esses equipamentos são responsáveis atualmente por aproximadamente 50% do atendimento hospitalar do SUS em São Paulo. Em agosto, a Secretaria de Estado de Saúde ampliou o alcance do programa para hospitais municipais, medida que contemplará mais de 100 unidades em cerca de 70 cidades, atendendo uma antiga demanda dos municípios.

Impacto direto para a população

O principal reflexo da Tabela SUS Paulista ocorre no cotidiano dos usuários do SUS. Com mais recursos disponíveis, os hospitais conseguem:

  • ampliar o número de atendimentos realizados;
  • reduzir filas para cirurgias, exames e internações;
  • possibilitar a contratação de mais profissionais de saúde;
  • manter serviços ativos em regiões onde o atendimento era limitado;
  • garantir acesso a unidades mais próximas da população.

O modelo também contribui para diminuir a necessidade de deslocamentos para outros municípios ou regiões, especialmente em atendimentos de média e alta complexidade.

Cirurgia de catarata realizada em unidade da região de Marília (Foto: HBU/Divulgação)

Reflexos na região de Marília

Na região de Marília, que integra o Departamento Regional de Saúde (DRS-9) e atende 62 municípios, a Tabela SUS Paulista representa um reforço muito importante no financiamento dos atendimentos hospitalares e ambulatoriais do SUS.

Dados do painel da Secretaria de Estado da Saúde mostram que entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, o Governo do Estado de São Paulo repassou R$ 390,2 milhões em complementação por meio da Tabela SUS Paulista às 43 instituições vinculadas ao DRS de Marília. Somente no município de Marília, a complementação estadual alcançou R$ 183,6 milhões no período.

O impacto da Tabela SUS Paulista fica muito evidente nos atendimentos hospitalares. Em Marília, a complementação estadual atingiu R$ 157,3 milhões, praticamente dobrando os recursos recebidos pelas instituições para esse tipo de procedimento.

Na escala regional, o reforço estadual também supera os valores federais em procedimentos hospitalares. Pela tabela nacional do SUS, foram pagos R$ 281,4 milhões, enquanto a Tabela SUS Paulista acrescentou R$ 356,5 milhões, elevando o total para R$ 638 milhões.

Esses números evidenciam o papel da Tabela SUS Paulista como instrumento de fortalecimento da rede hospitalar regional, ampliando a capacidade de atendimento das unidades, garantindo maior sustentabilidade financeira aos prestadores e criando condições para a expansão dos serviços oferecidos à população.

Estrutura hospitalar que atende pacientes da região de Marília (HBU/Divulgação)

Um incentivo à melhoria contínua do SUS

Ao atuar diretamente no financiamento dos procedimentos hospitalares, a Tabela SUS Paulista se consolida como um instrumento de incentivo ao funcionamento mais eficiente da saúde pública, sem alterar os princípios do SUS, como a universalidade e a gratuidade do atendimento.

A iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios históricos do sistema: a defasagem nos valores pagos aos prestadores, que impacta diretamente a oferta de serviços. Com mais investimento, o programa aposta na ampliação do atendimento e na melhoria da experiência dos usuários da rede pública de saúde.

Mais informações sobre o funcionamento da Tabela SUS Paulista podem ser consultadas no site oficial: www.saudeemdia.sp.gov.br.

Fachada da Santa Casa de Marília, hospital de referência regional (Foto: Roberto Cezar/Santa Casa de Marília)
Governo de São Paulo

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