Oncologia do Hospital das Clínicas receberá ampliação (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
O cenário das síndromes respiratórias em Marília apresentou mudança significativa no início de 2026, refletindo uma tendência estadual de queda na letalidade de algumas infecções, embora o número total de casos graves tenha registrado leve aumento local. Os dados são do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies).
Nas primeiras 15 semanas de 2026, Marília contabilizou 120 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), ligeiro crescimento em relação aos 108 casos notificados no mesmo período de 2025. Apesar da alta nas notificações, a gravidade dos quadros diminuiu de forma expressiva.
As internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) caíram quase pela metade, passando de 22 para 12, enquanto o número de mortes recuou de 11 para oito. Para efeito de comparação, ao longo de todo o ano de 2025, o município acumulou 745 casos de SRAG, com 131 internações em UTI e 59 óbitos.
A redução na gravidade dos casos em Marília é impulsionada, principalmente, pela diminuição do impacto da Covid-19. Nas primeiras 14 semanas de 2026, a cidade registrou apenas cinco casos da doença, com uma única internação em UTI e nenhuma morte confirmada.
No mesmo período do ano anterior, o cenário era mais crítico, com 19 casos, seis internações em UTI e dois óbitos.
Outros vírus também compõem o quadro epidemiológico do município. A Influenza, nas primeiras 12 semanas de 2026, somou seis casos, com uma internação em UTI e uma morte. Já o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) registrou três casos e um óbito no ano.
O impacto desses patógenos pode ser observado nos dados consolidados de 2025, quando Marília registrou 91 casos e 11 mortes por Influenza, além de 121 casos e uma morte por VSR.
O panorama local acompanha, em grande parte, as estatísticas do Estado de São Paulo, que também apresentou redução no volume de internações e na letalidade associada à SRAG neste início de ano.
Até a 14ª semana epidemiológica de 2026, a rede estadual registrou 8.414 casos hospitalizados de SRAG e 547 mortes, o que representa letalidade de 6,5%. O cenário é mais brando que o do mesmo período de 2025, quando o estado somou 10.150 internações e 1.013 óbitos, com letalidade de 10%.
A mudança na prevalência dos agentes causadores ajuda a explicar a redução da letalidade global. A incidência de Covid-19 entre os casos hospitalizados no estado caiu de 19,8% nas primeiras 14 semanas de 2025 para 9,2% no mesmo período de 2026.
Paralelamente, o perfil demográfico dos grupos mais vulneráveis manteve-se estável. Crianças menores de um ano seguem como as mais afetadas pelas síndromes respiratórias, com maior incidência de Sars-CoV-2, Influenza e VSR.
Em contrapartida, o risco de morte permanece concentrado na população idosa. Em 2025, pacientes entre 60 e 79 anos responderam por 42% dos óbitos. Esse padrão se repetiu em 2026, quando pessoas com 70 anos ou mais voltaram a predominar entre as vítimas fatais das infecções respiratórias no Estado.
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