Regional

Pompeia tem ação te controle do mosquito Cúlex

Trabalhos estão sendo realizados para tentar conter o mosquito (Foto: Divulgação)

O Departamento de Higiene e Saúde de Pompeia (distante 31 quilômetros de Marília), através da Vigilância Sanitária, segue desenvolvendo um verdadeiro combate ao pernilongo Cúlex (mais conhecido por pernilongo comum).

Nos períodos de estiagem é comum o aumento da proliferação deste mosquito e, consequentemente, os incômodos à população.

Segundo João Marcelo Destro ‘Shell’, diretor da Vigilância Sanitária, este trabalho contra pernilongos, que tem sua reprodução semelhante a do Aedes Aegypti (mosquito transmissor da dengue), é realizado regularmente pelo setor.

“O mosquito Cúlex passa rapidamente da fase larval para a adulta e vive por até 30 dias. Nossa equipe está trabalhando no entorno do município para eliminar estes focos. Assim como o mosquito da dengue, o pernilongo comum também escolhe a água parada como criadouro”, explicou.

Ainda, segundo ‘Shell’, o setor tem recebido constantes solicitações para o uso do fumacê em diversos bairros do município; no entanto, o material tem critérios para ser utilizado.

Segundo normas da SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias), o fumacê não pode ser empregado no combate ao pernilongo comum, pois este tipo de inseticida é permitido apenas em casos de epidemia de dengue ou febre amarela.

“Muitos acreditam que o fumacê nos bairros acabará com todos os mosquitos e pernilongos, o que não é verdade. O fumacê não acaba com os criadouros do mosquito e só pode ser usado em localidades onde existe o alto índice de infestação do Aedes aegypti, e transmissão da dengue com casos notificados. Outro detalhe importante é que o uso indiscriminado dos carros de fumacê, pode resultar em um efeito contrário. Em vez de eliminarmos o mosquito, podemos estar contribuindo para que tanto o pernilongo comum, como o Aedes Aegypti, fiquem mais resistente à ação do veneno, sem contar os danos ambientas que o uso indiscriminado do veneno pode acarretar, prejudicando borboletas, abelhas, pássaros em residências, causando um verdadeiro desiquilíbrio ambiental”, concluiu.

Daniela Casale

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