Regional

Policial morto pelo companheiro de serviço é enterrado na região

Renato Bianchi dirigia o carro que atingiu caminhão na SP-225 (Foto: Redes Sociais)

Será sepultado em Presidente Prudente (177 quilômetros de Marília), na tarde deste sábado (5), o corpo do policial civil Renato Bianchi, de 45 anos. Ele foi morto na manhã desta sexta-feira com um tiro na cabeça, disparado pelo também policial civil Ronaldo Cordeiro da Silva, após um acidente de trânsito.

Um áudio obtido pela reportagem revela o desespero de um dos funcionários, ao relatar a ocorrência para o Centro de Comando de Operações da concessionária. (ouça abaixo)

Aluno de Direito

Bianchi era aluno do curso de Direito da Faculdade de Presidente Prudente (Fapepe) e dirigia o carro que atingiu a traseira de um caminhão, na rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225), quando passavam por Santa Cruz do Rio Pardo – distante 120 quilômetros de Marília.

Os dois policiais trabalhavam na corregedoria da Polícia Civil e estavam com um carro descaracterizado, que ficou totalmente destruído.

Bianchi recebeu homenagens nas redes sociais e mensagem da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Prudente. O corpo será sepultado no Cemitério Municipal Campal, daquela cidade.

As circunstâncias que envolvem a morte dele estão sendo investigadas pela Corregedoria da Polícia Civil. Após o crime, na sexta-feira, a Polícia Civil de Santa Cruz do Rio Pardo fechou a Central de Polícia Judiciária (CPJ), para evitar os jornalistas.

Entenda

O acidente, por volta das 09h, deixou feridos os policiais Renato Bianchi e Ronaldo Cordeiro. O motorista teve lesões mais graves, já o parceiro foi classificado como levemente ferido.

Já na ambulância, durante atendimento médico, os dois policiais teriam discutido. Relato do médico da concessionária que estava com eles apontou que Ronaldo acusava Renato de ter provocado o acidente propositadamente.

Em meio à discussão, policial que estava como passageiro no carro – e sentado em uma poltrona na ambulância – sacou sua arma e deu um tiro a queima roupa, na cabeça de Renato Bianchi, que estava deitado na maca.

Após o crime, Ronaldo teria apontado a arma para a própria cabeça, mas foi salvo do suicídio pelo médico da concessionária.

O policial baleado chegou a ser levado para a Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo, mas não resistiu. Ronaldo foi preso em flagrante e continua em um presídio da Capital.

Carlos Rodrigues

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