Marília

Pandemia paralisa prevenção e novos diagnósticos em Marília

USF Macará, na zona Norte de Marília, é uma das que atendem apenas sintomáticos respiratórios (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)

A pandemia do novo coronavírus paralisou, em Marília, o chamado atendimento eletivo (sem urgência) na rede de atenção primária. As consultas e exames são feitos apenas quando o paciente apresenta queixa de dor ou desconforto físico.

Também segue normal o atendimento para quem já trata doenças crônicas. Mas para prevenção e diagnósticos, o serviço público de saúde não funciona.

A informação foi confirmada pelo Marília Notícia, em contato com três unidades de saúde. As equipes suspenderam, por orientação da Secretaria Municipal da Saúde, exames de sangue de rotina, papanicolau e consulta para prevenção de câncer de próstata, por exemplo.

Usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), que preferiu não identificar, entrou em contato com a reportagem e relatou a dificuldade para atendimento, na chamada “demanda espontânea”, sem agendamento, em uma unidade da zona Leste.

“Nada de marcar consulta de rotina. Nem exames preventivos. Só atende se estiver com queixas”, reclamou a leitora.

Unidades referência

Para que as unidades de saúde não potencializassem a contaminação pelo coronavírus, devido a serem “porta de entrada” do sistema de atendimento, a Secretaria Municipal da Saúde decidiu criar unidades referência, onde são atendidas apenas pessoas com sintomas respiratórios.

O número de postos referência para Covid-19 variou ao longo da pandemia. Atualmente são 16 unidades reservadas, do total de 49 instaladas na cidade.

Nestes postos, pessoas com sintomas suspeitos de coronavírus passam por consulta médica, podem fazer o teste rápido –se houver indicação – ou ainda coleta de sangue para exame laboratorial que detecta o novo vírus da Covid-19 e também o Influenza.

Já nas demais unidades, são atendidos outros casos. Crianças, gestantes e pacientes diabéticos ou hipertensos, por exemplo, com a doença descontrolada, têm a preferência.

O MN questionou a Secretaria da Saúde sobre o prejuízo para a população, sem atenção à demanda eletiva, mas até o fechamento desta reportagem ainda não havia recebido retorno.

O site questionou também se a paralisação dos serviços de prevenção e diagnóstico segue alguma recomendação de órgão gestor da Saúde (federal ou estadual) e aguarda os esclarecimentos.

Carlos Rodrigues

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