A Prefeitura de Marília iniciou tratativas para implementar no município o projeto “Territórios e Redes: Deficiência, Autonomia e Prevenção à Violência”, desenvolvido pelo Instituto Jô Clemente (IJC). A iniciativa foi discutida em reunião realizada nesta quarta-feira (11), no Complexo de Secretarias Municipais.
Segundo a administração municipal, o encontro reuniu representantes das secretarias de Assistência Social e Cidadania, Educação e Saúde para alinhar ações voltadas à prevenção da violência e à promoção da autonomia de pessoas com deficiência.
O projeto é viabilizado em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca) e prevê a inclusão de Marília em uma rede de 12 municípios paulistas voltados ao enfrentamento da violação de direitos de pessoas com deficiência intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Participaram da reunião a superintendente de Gestão da Assistência Social e Cidadania, Neide Brito de Moura Leatti; a coordenadora da Proteção Social Especial de Média Complexidade, Andréa Luiza Mataran Carrera; a assessora governamental da Assistência Social, Márcia de Andrade; a responsável pelo Núcleo da Pessoa com Deficiência, Adriana Gallina Gratão Castro; a secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio; a responsável pelo Núcleo de Prevenção a Violências da Secretaria da Saúde, Fabiana Martins; e a assistente técnica da Educação Especial, Camila Stabile.
Também estiveram presentes representantes do Instituto Jô Clemente: Daniela Farias, supervisora de projetos; Sarah Matos, articuladora social; e Isabella Romero.
A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Hélide Parrera, afirmou que a atuação integrada entre diferentes áreas é essencial para fortalecer a rede de proteção. “A intersetorialidade é a chave para uma proteção real. Ao unirmos Assistência, Núcleo da Pessoa com Deficiência, Saúde e Educação nesta parceria com o Instituto Jô Clemente, garantimos que nossas equipes estejam preparadas não apenas para acolher, mas para identificar precocemente qualquer violação de direitos. Nosso objetivo é transformar Marília em um território cada vez mais seguro e justo para todos”, declarou.
De acordo com a Prefeitura, o projeto prevê ações de mobilização territorial, capacitação técnica e criação de fluxos para notificação e acompanhamento de casos de violência. A proposta é fortalecer a autonomia das pessoas com deficiência e garantir maior eficiência na rede de proteção.
O prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) destacou o compromisso da administração municipal com políticas de inclusão. “Nossa missão é cuidar das pessoas. Estabelecer essa cooperação reafirma nosso compromisso inegociável com a inclusão. Queremos oferecer ferramentas para que as pessoas com deficiência e autismo tenham autonomia e, acima de tudo, o respeito que merecem”, afirmou.
Segundo a Prefeitura, o programa deve beneficiar crianças, adolescentes, adultos e idosos, além de capacitar cerca de 600 profissionais que atuam na rede de proteção e defesa de direitos.
O Instituto Jô Clemente, responsável pelo projeto, atua há cerca de 60 anos na promoção da saúde e inclusão social de pessoas com deficiência intelectual, transtorno do espectro autista e doenças raras.
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