O frei Gustavo Trindade dos Santos negou durante depoimento que tivesse deixado o local do atropelamento sem prestar socorro à vítima. O sacerdote é acusado de atropelar um homem que teria furtado a secretaria da Igreja São Sebastião, em Santa Cruz do Rio Pardo (distante 120 quilômetros de Marília).
O interrogatório aconteceu na última quinta-feira (9) por quase 1h20. O padre teria afirmado que “não fugiu” e que o homem teria se jogado sobre o capô do carro.
O frei alegou que deu marcha à ré e saiu do local em nome da segurança dele e da pessoa que o acompanhava no veículo.
O sacerdote também negou a recusa de socorro e afirmou que, ao perceber a presença de pessoas na rua, teria pedido a elas que chamassem a polícia.
O padre confirmou que tinha terminado de celebrar um casamento, quando escutou o alarme da casa paroquial e viu o suspeito pulando o muro e fugindo.
Segundo o sacerdote, ele e a pessoa que o acompanhava no carro pediram para o homem parar. O frei disse que encontrou um caminho para fechar o suspeito, sendo que, no momento em que entrou na calçada para pará-lo, o homem teria se jogado contra o carro.
Ao ser questionado sobre o motivo de não ter prestado socorro, o padre alegou que temeu a possibilidade de o homem estar armado.
Depois do acidente, o frei foi até o convento onde morava, guardou o carro, que pertence à Diocese de Ourinhos, e viajou para Ribeirão Preto, onde iria aproveitar o Dia das Mães e o próprio aniversário, que seria no dia posterior.
O homem foi intimado a depor a pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). A solicitação foi feita após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil. O padre foi indiciado por tentativa de homicídio.
A investigação tinha sido concluída sem oitiva do frei, que era esperado no dia 19 de maio, na sede do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), em São Paulo, mas não compareceu.
O local para depoimento foi definido após o sacerdote informar que mudou o endereço para o convento Santo Alberto Magno, no bairro de Perdizes, na Capital.
Agora com o posicionamento, o inquérito foi novamente fechado e enviado na última sexta-feira (10) para o MP-SP, que ainda não se manifestou sobre a atualização do caso.
O homem atropelado está em casa, sem conseguir se comunicar e andar. Ele está fazendo uso de fraldas.
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