Marília

Mulheres ganham 10,1% menos do que homens em Marília

Mesmo sendo mais escolarizadas do que os homens no mercado formal de trabalho em Marília, as mulheres ainda recebem 10,1% menos do que eles, de acordo com as informações mais atualizadas do Governo Federal.

A informação consta na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2019, divulgada recentemente pelo Ministério da Economia. O tamanho da diferença vinha caindo desde 2016, mas voltou a crescer entre 2018 e 2019.

No ano passado o salário médio dos homens com carteira assinada no município era de R$ 2.917,93. Já o das mulheres era de R$ 2.621,74. A diferença ficou em de R$ 296,19.

Em 2018 as mulheres recebiam 9,2% a menos do que os homens – R$ 2.878,04 e R$ 2.611,32 respectivamente, uma diferença de R$ 266,72. Significa que entre um ano e outro a valorização salarial deles foi maior do que a delas.

O primeiro ano com dados disponíveis é 2015, quando elas recebiam 14,1% a menos do que eles. Para os homens era pago R$ 2.914,80 em média e para as mulheres R$ 2.501,81. A diferença era de R$ 412,99.

Apesar de ainda receberem menos do que os homens, as mulheres são maioria entre os trabalhadores com carteira em Marília que possuem ensino superior.

Especificamente, 8.614 mulheres no mercado de trabalhado mariliense em 2019 concluíram a graduação, enquanto apenas 5.353 homens fizeram o mesmo.

As diferenças salariais entre gêneros são mais gritantes quando observadas as faixas de instrução mais baixas e também na mais elevada: fundamental incompleto, fundamental completo, analfabeto e superior completo.

Respectivamente, em tais faixas, elas recebem menos aproximadamente 32,7%, 25,3%, 23,4% e 22,9%.

Em relação à área da economia local em que a diferença salarial é maior na comparação por gênero, a indústria é campeã, com as mulheres recebendo 21,9% menos do que os homens.

Em seguida aparecem o comércio, com elas recebendo 13,6% a menos; serviços, com salários femininos 11,5% abaixo dos masculinos e agropecuária com uma diferença de 7,1%. A construção é a única área em que as mulheres recebem um pouco a mais do que os homens.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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