Gota de Leite fez pelo menos seis atendimentos à gestante, antes de constatar sofrimento fetal e morte do bebê (Foto: Divulgação)
Uma gestante que perdeu o bebê em 2018, após diversos atendimentos na Maternidade e Gota de Leite de Marília, ajuizou ação contra a instituição de saúde e também contra a Prefeitura – que mantém contrato de prestação de serviços com o hospital. Ela pede indenização de R$ 300 mil.
A mulher, que estava em sua sétima gestação – quatro bem sucedidas – estava em novo relacionamento e havia planejado a gravidez com o companheiro.
Na ação, a defesa dela argumentou que foram tomados todos os cuidados de pré-natal (em unidade da rede pública), com exames e inclusive um tratamento bem sucedido para uma infecção renal.
Porém, desde o dia 17 de março de 2018 ela começou a apresentar perda de líquido e foi até a maternidade. Na primeira consulta foi avaliada e liberada, com laudo de prematuridade e necessidade de continuar esperando o bebê.
Cólicas, desconfortos, sangramentos, contrações, entre outras queixas se sucederam em diversas outras vezes que ela procurou a maternidade.
Segundo a denúncia, foram mais seis atendimentos – três em abril e mais três em maio – sempre liberada para voltar para casa, porque segundo a avaliação da equipe do hospital, ainda poderia continuar esperando o momento do parto.
Conforme a denúncia, a gestante esteve na instituição em dias consecutivos entre 2 e 5 de maio, só tendo sido encaminhada para cirurgia na última data. Mas, pouco pode ser feito. O bebê já estava em “sofrimento fetal”.
“Aliás, nesse estado de risco ainda foi examinada por estudantes quando em verdade era para ter sido encaminhada direto e tão logo para a sala de parto para a realização de parto cesárea urgente”, diz trecho da ação, em que é proposta a condenação da Gota e da Prefeitura.
A defesa da usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) acrescenta: “Ainda deixaram a gestante ser examinada por estudantes que ao realizar exame de toque estourou por vez a placenta da mãe que vazou muito líquido (…)”.
Mesmo nessa situação, “ainda esperaram mais de meia hora para colocá-la na sala de parto. Pois antes ainda mandaram a mesma tomar banho”, detalha o texto que denuncia a responsabilidade do hospital.
O Marília Notícia procurou a assessoria de imprensa da Maternidade e da Prefeitura de Marília, mas até o fechamento desta reportagem ainda não havia recebido retorno. O espaço segue aberto às instituições citadas.
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