Categories: Brasil e Mundo

Moody”s tira grau de investimento do Brasil

A Moody’s retirou o selo de bom pagador internacional do Brasil ao rebaixar o rating do país em dois degraus  e indicou que novos cortes podem vir ao mudar a perspectiva da nota para negativa, citando o ambiente econômico e político desfavorável do país.

A agência de classificação de risco rebaixou anota de crédito do país a “Ba2”, ante “Baa3”. A Standard & Poor’s e a Fitch já haviam retirado o grau de investimento do Brasil no ano passado, sendo que a S&P voltou a cortar o rating na semana passada, afastando o país ainda mais do selo de bom pagador.

“Os acontecimentos macroeconômicos e fiscais nos próximos anos devem produzir um perfil de crédito significativamente mais fraco. A dinâmica do crescimento vai permanecer fraca nos próximos anos aumentando a pressão sobre a política fiscal”, informou a Moody’s em comunicado.

A agência, que havia colocado em dezembro a nota do Brasil em revisão para rebaixamento, citou ainda que a dívida do Brasil deve exceder 80 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos três anos.

Ela explicou que entre os motivos do rebaixamento está a “desafiadora dinâmica política, que continua dificultando os esforços de consolidação fiscal das autoridades e adiando reformas estruturais”.

A decisão da Moody’s já era amplamente esperada pelos agentes econômicos, que reagiram de forma contida. O dólar avançava menos de 1%, influenciado também pelo cenário externo negativo, ao redor de R$ 4. Já os juros futuros abriram em alta, mas a maioria passou a cair ao longo da manhã.

“(No final do ano passado) confirmou-se a piora da situação fiscal e, desde então, a expectativa era de que as agências rebaixassem a nota. A Moody’s estava atrasada e por isso cortou em dois degraus, agora fica alinhada com as outras”, disse o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves.

Ainda assim, é um forte golpe contra o governo da presidente Dilma Rousseff, alvo de crescente pressão de aliados para relaxar seus esforços fiscais e estimular o crescimento econômico, além do processo de impeachment.

O Brasil segue enfrentando dificuldades para equilibrar as contas públicas em meio à forte recessão econômica, e anunciou na semana passada propostas que abrem caminho para novo déficit primário em 2016 e corte do Orçamento, além de um mecanismo que tenta limitar os gastos públicos.

Fonte: Época Negócios

Amanda Brandão

Recent Posts

Educação avalia adequação salarial de professores ao piso nacional

Alunos da rede municipal fazem avaliação em sala de aula (Foto: Divulgação) A Secretaria Municipal…

49 minutos ago

Marília apresenta projetos do Parque do Povo e Represa Cascata nesta quarta-feira

Para prefeito, proposta é ampliar os espaços públicos de convivência (Imagem: Perspectiva Ilustrada) A Prefeitura…

51 minutos ago

97 anos: Marília mantém o ritmo e projeta um ano de grandes entregas

Pra cima Marília! A cidade chega aos seus 97 anos celebrando muito mais do que…

56 minutos ago

Tênis de mesa de Marília conquista nove medalhas na Copa Brasil em Paranaguá

Resultado dos atletas de Marília é considerado histórico (Foto: Divulgação) A equipe de tênis de…

6 horas ago

Projeto Guardiões da Água leva educação ambiental a alunos da rede municipal

Projeto Guardiões da Água é voltado a alunos do 4º ano do Ensino Fundamental da…

6 horas ago

Unidades de saúde de Marília passam por dedetização a partir desta quarta-feira

Ação tem como objetivo manter os ambientes seguros, limpos e livres de insetos e roedores…

6 horas ago

This website uses cookies.