Política

Ministro de Minas e Energia culpa clima por crise hidrológica

O ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque, disse que a crise hidrológica pela qual o Brasil passa é decorrência das mudanças climáticas, mas que existe governança e organização no setor elétrico para enfrentar esse momento com serenidade.

Albuquerque também comentou que é necessário buscar o equilíbrio e a complementaridade entre as diversas fontes de energia que compõem a matriz elétrica brasileira, como forma de evitar ou mitigar os efeitos da escassez hídrica. “Temos recebido sinais de colaboração de todos os agentes, seja do campo jurídico, político e do setor elétrico, e temos todos os elementos para superá-la”, disse ontem durante participação no Fórum de Investimentos Brasil 2021, organizado pela Apex-Brasil, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com o governo federal.

O ministro disse que o Brasil continuará investindo na expansão de sua matriz elétrica nos próximos anos, como forma de suportar o crescimento econômico do País. Sem precisar um período no qual essa expansão acontecerá, disse que os investimentos no crescimento do setor serão próximos a R$ 400 milhões. “Vamos continuar tendo expansão da nossa matriz energética muito grande nos próximos anos, particularmente na matriz elétrica.”

A crise hídrica à qual o ministro se refere é a falta de água nos reservatórios das hidrelétricas nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por aproximadamente 70% da capacidade de armazenamento para geração de energia do País.

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as represas dessa região devem encerrar o mês com 32,19% de capacidade, e a expectativa é que cheguem ao final de junho com 28,9%.

Cobrança

Ainda nesta segunda, 31, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEMN-MG), disse que o Congresso aprovou diversas propostas relacionadas à área de energia nos últimos anos e cobrou do governo “que faça a sua parte”. “Quero dizer que o Congresso Nacional contribuiu com tudo para o Ministério de Minas e Energia”, afirmou, citando a Medida Provisória (MP) 998, o novo marco do setor elétrico (PLS 232/2016, hoje tramitando na Câmara como PL 414/2021) e o projeto que permitiu a repactuação do risco hidrológico. Na semana passada, Pacheco criticou o governo e acusou o Executivo de não planejar o futuro do setor elétrico de forma adequada.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

PF prende assessor de Vinicius Carvalho e grupo ligado a Marília e região

Dinheiro apreendido pela Polícia Federal com ex-assessores em Recife (Foto: Polícia Federal) Quatro pessoas -…

6 horas ago

Seca perde força no Brasil em fevereiro após chuvas acima da média

Chuvas reduzem área de seca no Brasil para 54% em fevereiro, aponta ANA (Foto: Agência…

9 horas ago

Embrapa inaugura unidade de pesquisa para fortalecer agro na Baixada Cuiabana

Nova unidade da Embrapa em MT vai apoiar produção rural e comunidades: projeto prioriza hortifrútis,…

9 horas ago

Juiz dos EUA barra regra do Pentágono que limitava acesso da imprensa

Porta-aviões USS Abraham Lincoln navega em apoio à Operação Epic Fury na área de responsabilidade…

9 horas ago

MPF confirma a deputados ação para romper contrato da Triunfo na BR-153

Dani Alonso e Capitão Augusto cobram melhorias da BR-153 (Foto: Divulgação) O Ministério Público Federal…

9 horas ago

Presidente da Câmara destaca programa que amplia inclusão na rede municipal de ensino

Para presidente, implantação dos espaços adaptados mostra a responsabilidade do governo ao garantir equidade no…

10 horas ago

This website uses cookies.