Marília

Inflação deixa a ceia de Natal mais ‘salgada’ para os marilienses

José Barbosa já encontrou a solução (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

O agricultor mariliense José Barbosa da Silva, 68 anos, já resolveu o problema do aumento no preço dos produtos natalinos: o leitão e o frango assados – principais pratos – vão sair da criação de seu próprio sítio. Já as guarnições vão exigir alguma criatividade da família.

“Estamos vendo muita carestia. Está difícil para o povo”, desabafa sobre a inflação. Em um ano, o aumento no preço de alguns dos principais alimentos que compõem a ceia de Natal passa de 27%, segundo o Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE).

É o caso do frango inteiro, que encareceu 27,34%. Os ovos subiram 20,05%, a carne bovina 18,68%, o azeite 13,69% e os pães 11,12%.

O Marília Notícia foi às ruas – ou melhor, ao mercado – para saber como a população local tem se planejado para lidar com a inflação que afetou também o bacalhau (7,98%), vinhos (7,77%), lombo suíno (6,48%), pernil (3,44%) e outros produtos típicos.

Maria Zaros não quer dor de cabeça com a ceia (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

Diferente do agricultor, que vai utilizar parte de sua própria criação para alimentar a família, a mariliense Maria Zaros, de 64 anos, optou por outra estratégia para lidar com a alta. Ela terceirizou a responsabilidade pela ceia a outros parentes.

“Vou para Araraquara na casa de uma das minhas filhas e não quero nem saber de comprar comida. Quem vai pensar nisso são eles lá. Eu só vou passear”, brinca Maria. “Esse problema não me pertence mais, não”.

Nem todos os moradores de Marília, contudo, vão conseguir seguir as valiosas dicas de Silva ou Maria para economizar com a comida natalina. A advogada Tatiane Lucas, 34 anos, vai mesmo ter que lidar com o encarecimento.

“Se o preço de tudo subiu, a ceia subiu mais ainda. A ceia vai ter que ser mais simples desta vez. Vamos ter que substituir o peru, mas no final dá tudo certo. O importante é estar em família. Tenho quase um mês para pesquisar receitas”, conclui otimista.

Tatiane vai pesquisar novas receitas (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

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Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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