O Ministério da Saúde atualizou os valores dos repasses destinados ao tratamento e enfrentamento de doenças infecciosas em Marília. A mudança consta em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), que redefine os recursos federais destinados aos municípios para ações relacionadas às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), HIV/Aids, hepatites virais e tuberculose.
Pela nova distribuição, Marília passará a receber R$ 329.402,38 por ano para ações voltadas às ISTs, HIV/Aids e hepatites virais, o equivalente a R$ 27.450,19 por mês. Para o enfrentamento da tuberculose, o município contará com R$ 57.905,51 anuais, em parcelas mensais de R$ 4.825,45.
Somados, os repasses totalizam R$ 387.307,89 por ano ou cerca de R$ 32,3 mil mensais.
Casos em Marília
Os recursos são destinados a doenças que seguem presentes na rede municipal de saúde. Dados da Vigilância Epidemiológica de Marília, referentes ao período entre 4 de janeiro e 30 de maio deste ano, apontam 16 casos confirmados de Aids em adultos, um caso de HIV em gestante e sete registros de hepatites virais.
No mesmo período, foram contabilizados 39 casos de sífilis em gestantes, 101 casos de sífilis adquirida e 18 ocorrências de sífilis congênita, incluindo nascidos vivos, natimortos e abortos relacionados à doença.
A tuberculose também segue sob monitoramento. O informe epidemiológico semanal registra 24 novos casos da doença em 2026, além de 44 pacientes em tratamento ativo no município.
Considerando apenas os novos casos registrados neste ano, o repasse anual destinado à tuberculose equivale a aproximadamente R$ 2,4 mil por caso. Se considerado o total de pacientes em acompanhamento, o valor corresponde a cerca de R$ 1,3 mil por pessoa em tratamento.
Outras doenças
Embora os recursos federais sejam destinados especificamente a determinadas enfermidades, os dados da Vigilância Epidemiológica mostram que outros agravos também exigem atenção da rede pública de saúde.
Entre as ocorrências mais frequentes notificadas neste ano estão 559 acidentes de trabalho, 445 casos de intoxicação exógena, 614 registros de violência interpessoal ou autoprovocada, 350 atendimentos antirrábicos, 119 acidentes com escorpiões, 77 casos de dengue e 69 diagnósticos de Covid-19.
O boletim também registra quatro óbitos infantis em menores de um ano, dois óbitos relacionados à doença de Chagas crônica e notificações de enfermidades de relevância epidemiológica, como meningite, hanseníase, leishmaniose visceral e chikungunya importada.
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