Polícia

Ajudante condenado por furto em fazenda se apresenta para cumprir pena

Quase 10 anos após um furto em uma propriedade rural de Ocauçu, um ajudante de 34 anos se apresentou à Polícia Civil em Marília para iniciar o cumprimento da pena. O caso chama atenção pela forma como o autor foi identificado: pegadas deixadas na lama e uma impressão digital encontrada na cena do crime.

O homem compareceu ao plantão policial na tarde desta segunda-feira (8), acompanhado da esposa, para se entregar em cumprimento a um mandado de prisão definitiva expedido em junho de 2025. Ele foi condenado por um furto qualificado cometido em abril de 2016.

Segundo o processo, o acusado e outros comparsas invadiram a propriedade após arrombarem uma janela de madeira. Do imóvel foram levados: uma televisão Samsung de 51 polegadas, um notebook, uma câmera fotográfica digital, um relógio de pulso, pranchas profissionais para cabelo e uma carabina calibre .22 da marca CBC. Os bens foram avaliados em cerca de R$ 4 mil.

Digital e pegadas

As provas técnicas foram decisivas para a condenação. Como havia chovido na região, peritos conseguiram recolher marcas de solados que seguiam da porteira até a sede da fazenda. O exame concluiu que as pegadas encontradas na lama eram compatíveis com o tênis utilizado pelo suspeito.

Além disso, uma perícia papiloscópica identificou uma impressão digital parcial que coincidia com o dedo médio da mão direita do acusado. Dias depois, policiais encontraram comparsas em posse da carabina furtada da propriedade, reforçando a ligação do grupo com o crime.

A sentença foi proferida em julho de 2023 pelo juiz Paulo Gustavo Ferrari, da 2ª Vara Criminal de Marília. O ajudante foi condenado a três anos, um mês e 10 dias de reclusão, além do pagamento de multa.

O magistrado determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado, em razão da reincidência e dos maus antecedentes. Conforme a decisão, o condenado já possuía uma condenação anterior por tentativa de homicídio qualificado.

Embora tenha recorrido em liberdade, a ordem definitiva de prisão foi expedida após o trânsito em julgado da condenação, não cabendo mais recursos. Ciente da condição de procurado, o ajudante optou por se apresentar voluntariamente à polícia.

Ele permaneceu recolhido na carceragem e deverá passar por audiência de custódia para o início do cumprimento da pena.

Carlos Rodrigues

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