Marília

Marília tem 18 casos confirmados de dengue e 241 suspeitas este ano

Servidor municipal fiscaliza quintal em busca de criadouros do mosquito (Foto: Divulgação)

Marília já conta com 18 confirmações de dengue e 241 suspeitas da doença desde o começo do ano, de acordo com informações divulgadas pela Prefeitura nesta sexta-feira (24). Isso indica que o ritmo da proliferação realmente voltou a aumentar.

A supervisora da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Arrigoni, explica que os casos deste ano em Marília são do sorotipo “dois” da doença.

A parcela da população imune a esse tipo de dengue é pequena – ou seja, poucos mariliense já ficaram doentes por ele e desenvolveram resistência. Na grande epidemia de 2015 circulou o sorotipo um.

Quase metade dos casos se concentra na zona Oeste de Marília. Por isso, Prefeitura e moradores bairro Argolo Ferrão, localizado naquela área, promovem uma limpeza nas redondezas neste sábado (25).

(Foto: Divulgação)

Na Unidade de Saúde da Família (USF) do Argolo são 62 casos de suspeitas desde o começo do ano.

A iniciativa de limpar a área e ajudar “colocando a mão na massa” foi um pedido dos próprios moradores.

O lixo acumulado oferece criadouros para o mosquito Aedes aegypti, além de favorecer a leishmaniose (transmitida pelo mosquito palha) e o surgimento de escorpiões, baratas e outras ameaças à saúde.

O secretário municipal Vanderlei Dolce (Meio Ambiente e Limpeza Pública) conta que foram disponibilizados para a ação um caminhão e uma máquina. A Prefeitura também está oferecendo luvas aos populares que participarão do mutirão.

Cinco ACEs (Agentes de Controle de Endemias) farão visitas durante a limpeza, para dar orientação e fazer eliminação de possíveis focos.

(Foto: Divulgação)

A força-tarefa vai limpar vielas, quintais, margens de barrancos, entre outros espaços de difícil acesso, onde apenas os moradores têm domínio. “É um trabalho em parceria, não uma ação invasiva. A população quer fazer a sua parte e vamos fazer juntos”, disse Vanderlei.

Parte dos resíduos deveriam ter sido colocados na rua mais próxima para coleta de lixo domiciliar, porém ao longo do tempo faltou conscientização por parte de alguns moradores.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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