Marília

Marília segue entre cidades com melhores gestão de crise na pandemia

Vista aérea de Marília, quarta melhor cidade na gestão da crise sanitária, segundo o indicador que acompanha mortalidade (Foto: Marília Notícia/Arquivo)

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) atualizou o estudo que observa o desempenho dos municípios na redução de agravos e mortes por coronavírus. Marília foi a quarta colocada, entre as 82 cidades paulistas com mais de 100 mil habitantes.

Os dados consideram os números do início da pandemia até o dia 13 deste mês. A mortalidade entre marilienses é um terço menor que o indicador do Estado de São Paulo.

Enquanto a média paulista está em 81 óbitos a cada 100 mil moradores, em Marília a mortalidade atingiu 24 pessoas, sob o mesmo quantitativo populacional.

O médico Carlos Alberto Guglielmi Eid, coordenador do Departamento de Atendimento Pré-hospitalar (APH) da Abramet, explica que o indicador é importante e deve ser acompanhado pela população, para despertar um “comportamento preventivo”.

“Cada vida é muito importante e lamentamos todas estas perdas. Do ponto de vista analítico, porém, com base nos números, observamos que algumas cidades como Araraquara e Marília tiveram uma eficiência maior ao enfrentar a pandemia”, ponderou.

O médico acredita que, ao reduzir a velocidade da infecção, as cidades com melhores números puderam oferecer suporte mais adequado – em tempo – para quem realmente necessitou, ou seja, os casos mais graves. “Temos feito lives e discussões, para entender o que estas cidades fizeram, para replicar como exemplos para outros administradores”, disse.

Outro estudo, feito pelo pesquisador Victor Engrácia Valenti, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Marília e pós-doutor em fisiopatologia pela Universidade de São Paulo (USP), indica que a letalidade em Marília também está abaixo da média paulista.

No Brasil, a cada 100 pessoas que contraem o coronavírus, três morrem. Em Marília essa taxa está em 1,79%. Entre os municípios paulistas, apenas Bauru (1,78%) e Araraquara (1,05%) têm letalidade menores.

“Diferente da mortalidade, na qual calculamos mortes sobre o número de moradores em geral, no indicador de letalidade apuramos mortes sobre os casos positivos. Por isso, ao comparamos cidades, pode haver distorções. Por exemplo, um município que testa mais, que localiza seus casos leves, terá uma letalidade mais baixa”, explica.

Confira os estudos, respectivamente, que apontam a mortalidade e a letalidade da doença no Estado de São Paulo

Estudo da Unesp Marília – Indicador de letalidade (mortes, entre os casos positivos)

1- Araraquara: 1,05%
2- Bauru: 1,78%
3- Marília: 1,79%
4- Araçatuba: 2,33%
5- Sorocaba: 2,51%
6- Registro: 2,52%
7- Piracicaba: 2,58%
8- São José do Rio Preto: 2,72%
9- Barretos: 2,72%
10- Taubaté: 2,83%
11- Presidente Prudente: 2,87
12- Santos: 2,9%
13- Franca 3,04%
14- São João da Boa Vista: 3,04%
15- Ribeirão Preto: 3,35%
16- Campinas: 3,92%
17- São Paulo: 4,36%

Carlos Rodrigues

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