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MAC busca retomar controle financeiro de recursos retidos pela Justiça

O Marília Atlético Clube manda seus jogos no Abreuzão, cuja propriedade é municipal  (Foto: Lucas Daquino/MAC)

Ainda sob risco de extinção por causa de uma ação civil pública em andamento na Justiça do Trabalho, o Marília Atlético Clube (MAC) reúne seu Conselho Deliberativo, nesta terça-feira (21), para tratar sobre a retomada da governança de recursos.

Segundo acordo firmado entre o clube e a Justiça do Trabalho, pelo menos 30% das receitas de cotas, premiações, bilheterias e negociação de atletas são retidos desde 2017 para o pagamento de indenizações trabalhistas.

“Temos R$ 2 milhões nas mãos da Justiça. A nossa proposta ao conselho é que entremos com uma medida judicial que nos devolva a governança da gestão dos recursos”, afirmou o vice-presidente Alysson Alex Souza e Silva.

Segundo o dirigente, uma eventual decisão favorável da Justiça possibilitaria que o MAC renegociasse com seus credores. “Neste caso, seria nomeado um gestor independente apenas para esta função”, explicou.

O vice-presidente do MAC, o advogado Alysson Alex Souza e Silva (Foto: Arquivo/Divulgação)

Alysson disse ainda ter a expectativa de que a medida judicial proposta possa ter êxito na Justiça devido à regularidade dos pagamentos de salários e recolhimento em dia de FGTS e INSS pelo MAC, “desde o final de 2019”.

“Estamos nos mantendo com apoio dos patrocinadores da camisa. É importante esclarecer que não há um centavo de dinheiro público no clube, apenas o que vem do setor privado”, afirmou o dirigente.

O MAC é presidido pelo prefeito Daniel Alonso (sem partido) desde 2019. O vice-presidente é o assessor especial de governo. Entre os membros do Conselho Deliberativo há ainda o presidente da Emdurb, Valdeci Fogaça de Oliveira.

SAF

Alysson negou que a reunião desta terça-feira (21) tenha sido convocada para tratar sobre a eventual constituição de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a exemplo do que já ocorre com vários clubes brasileiros.

“Ainda não é o momento. Teríamos que caminhar alguns passos”, argumentou. “O primeiro deles é buscar uma solução para o passivo do clube que, hoje, tem R$ 25 milhões em dívidas trabalhistas e fiscais”.

No entanto, o vice-presidente apontou a SAF como “o futuro ideal para o clube”. “Por enquanto, o que nos cabe é buscar meios para que tenhamos recursos de conduzir o clube em nossa realidade, já pensando na próxima temporada”

Segundo o estatuto, o Marília é uma “sociedade civil, recreativa e desportiva, sem fins lucrativos” fundada em 12 de abril de 1942. Aos 81 anos, o clube que se diz “ser de Marília”, em alusão ao seu torcedor, tem apenas 30 associados, dos quais 19 são conselheiros.

O patrimônio do Marília hoje é restrito aos móveis de sua diretoria e da secretaria. O estádio onde manda seus jogos é municipal. Até o escudo e a marca da camisa oficial tiveram pedido de registro apenas este ano no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O MAC já teve sede social e clube de campo. Ambos foram penhorados para pagamento de dívidas.

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Rodrigo Viudes

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