Marília

Levantamento coloca Marília em situação de alerta contra a dengue

Equipes da Secretaria da Saúde trabalhando no combate da dengue em Marília (Foto: Divulgação)

O Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa), realizado nos primeiros dias de outubro, indica que Marília está em situação de alerta para novos casos de dengue. Com quase 10 mil registros e 17 mortes confirmadas na cidade, os dados preocupam, já que existe previsão do retorno do período de chuvas.

O LIRAa é uma ferramenta que indica o risco de surto de dengue, chikungunya e zika. O Ministério da Saúde considera que um índice de infestação do mosquito é satisfatório quando inferior a 1%; situação de alerta quando está entre 1% e 3,9%; e risco de surto quando é igual ou superior a 4%.

Em Marília, o LIRAa de outubro apontou 1,6 no Índice Breteau (IB) e 1,4 no Índice Predial (IP), situação de alerta nos dois indicadores.

O LIRAa é um método simplificado que permite obter rapidamente indicadores entomológicos e compreender a distribuição do mosquito.

Tanto o IB como o IP são usados para avaliar a infestação do mosquito Aedes aegypti em uma cidade.

O Índice de Breteau indica a quantidade de recipientes com larvas do mosquito em cada 100 imóveis pesquisados. Já o Índice Predial indica a porcentagem de imóveis com larvas do mosquito em cada 100 locais pesquisados.

Para obter estimativas precisas dos índices, é recomendado pesquisar todas as áreas urbanas de um município ao mesmo tempo, dentro de um mesmo mês e em um período de cerca de duas semanas.

Em números exatos, atualmente, Marília contabiliza 9.486 casos confirmados da doença, com 17 mortes.

CHUVAS

A previsão do retorno do período de chuvas em Marília traz alívio em relação ao abastecimento de água, mas também acende um alerta sobre o aumento da incidência de dengue.

Com o início do período chuvoso, as condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, tendem a se intensificar, devido ao acúmulo de água em recipientes que servem de criadouro para o vetor da doença.

Para evitar um novo surto da doença, é fundamental reforçar as ações de prevenção. A combinação de calor e água parada, comum após os temporais, facilita o ciclo reprodutivo do mosquito. A água acumulada em locais como vasos de plantas, calhas entupidas, garrafas e pneus velhos se transforma em criadouros ideais para o Aedes aegypti.

Além da eliminação de focos, é importante que a população fique atenta aos primeiros sinais da dengue, como febre alta, dores musculares e de cabeça, além de manchas vermelhas na pele. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar complicações graves.

Alcyr Netto

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