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Justiça nega pedido da Rumo e mantém data de audiência com camelôs

Camelódromo sobre trilhos deverá ser retirado de antigo pátio central, segundo decisão da Justiça (Foto: Rodrigo Viudes/Marília Notícia)

A Justiça de Marília negou pedido da concessionária ferroviária Rumo e manteve para esta quinta-feira (12) a audiência de conciliação em processo de reintegração de posse de área no Centro de Marília.

No caso, do camelódromo sobre os trilhos, que se instalou desde o começo da década no antigo pátio e no entorno da estação ferroviária. A Rumo obteve decisão favorável em maio, e aguarda pela retirada das lojas.

A audiência foi agendada na última sexta-feira (6) e ocorrerá na Vara da Fazenda Pública de Marília, onde representantes da Rumo, dos camelôs, da Prefeitura, do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e da Defensoria Pública poderão tratar pessoalmente sobre o assunto.

No entanto, nesta terça (10), a Rumo, principal beneficiada, argumentou, por pedido, que o agendamento estaria descumprindo exigência mínima de 30 dias prevista no artigo 334 do Código de Processo Civil.

Além disso, a empresa citou a distância entre a sede, em São Paulo, e Marília. Por rodovia, é de 450 km, com acesso direto, por transporte próprio, regular por empresas de ônibus, serviços de aplicativo ou táxi.

Abandonada há mais de uma década, ferrovia em Marília pode ser reativada pela Rumo (Foto: Rodrigo Viudes/Marília Notícia)

Apesar do tempo de deslocamento de até seis horas estimado pela Rumo, o voo direto de Campinas a Marília, pela Azul Linhas Aéreas, leva 40 minutos. Ou seja, tempo hábil para comparecer à reunião, que começa às 14h30 desta quinta-feira (12).

Apenas pela própria ferrovia concedida os diretores da Rumo não teriam como viajar pelos 466 km de trilhos desde a capital. Nem por trens de passageiros, desativados em 2001, tampouco por comboios de cargas, que não passam por Marília desde 2009.

Desde o ano passado, a concessionária iniciou um processo de recuperação da ferrovia abandonada na cidade, em cumprimento às obrigações assumidas pela renovação antecipada da renovação do contrato de concessão até 2058.

O juiz da Vara da Fazenda Pública, Walmir Idalencio dos Santos Cruz, ofereceu outro caminho à Rumo para que esteja presente à reunião em decisão divulgada ainda nesta terça-feira: a telepresença. Ou seja, por vídeo.

O magistrado argumentou que a manutenção da realização da audiência “atende aos princípios da celeridade e da economia processual” e que o formato híbrido proposto se põe pela “urgência que o caso requer”.

Rodrigo Viudes

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