Bombeiros ajudam escavação em quintal de casa na zona norte de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
A Justiça decretou nesta sexta-feira (29) a prisão preventiva de Manoel Messias Cândido, de 54 anos, acusado de assassinar a companheira Michele Aparecida da Silva de Moraes, de 29, e enterrar o corpo no quintal da casa onde viviam, em Marília. A decisão foi homologada após audiência de custódia realizada por videoconferência.
Segundo a determinação judicial, a medida é necessária para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações, diante do risco de fuga demonstrado pelo suspeito, que ocultou o cadáver por mais de um ano antes de abandonar o imóvel.
O caso veio à tona na quinta-feira (28), quando equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília localizaram restos mortais enterrados no quintal de uma casa na rua Doutor Merry Nicolas Martinez Ramos, na zona norte da cidade.
O imóvel havia sido alugado por Manoel no início de 2024, mas ele havia se mudado meses depois. A polícia chegou ao endereço após receber informações de que o corpo da vítima poderia estar no local.
INVESTIGAÇÃO
De acordo com informações apuradas pelo Marília Notícia, uma pessoa relatou à polícia que Manoel teria feito revelações comprometedores meses antes do achado.
Em diferentes ocasiões, ele teria dito que “fez uma besteira” com Michele, que cavou um buraco na casa onde morou e, após tentar desenterrar o corpo sem sucesso por causa do cheiro, voltou a enterrá-lo.
Essas informações foram repassadas por terceiros à Polícia Civil e constam em boletim de ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária. O relato foi considerado decisivo para a elucidação do crime.
CONFISSÃO
Após a localização do corpo, os investigadores encontraram Manoel em seu local de trabalho. Em depoimento, ele confessou o crime. Disse que matou Michele durante uma discussão, alegando que ela o ameaçou de difamação, afirmando que ele “se envolvia com mulheres de criminosos”.
Ainda segundo o relato do acusado, a vítima teria pego uma faca, mas ele a golpeou na cabeça com um amortecedor de carro, matando-a em seguida. O corpo foi enterrado no quintal e, pouco depois, ele se mudou da casa.
A decisão da Justiça levou em consideração o histórico de violência doméstica de Manoel, que possui registros por agressão em 2020 e 2021. O pedido de liberdade provisória feito pela defesa foi negado. O juiz argumentou que medidas cautelares seriam insuficientes diante da gravidade dos fatos.
Com isso, o suspeito foi transferido para uma unidade prisional da região, onde seguirá detido à disposição da Justiça.
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