Marília

Após 46 anos, cinco irmãos se reencontram em Marília

Após 46 anos, um reencontro inesperado trouxe a alegria para uma moradora de Marília. Caçula entre sete filhos, ela foi adotada quando tinha apenas dois anos e viveu longe da família biológica.

Neste domingo (27), menos de uma semana após ter sido localizada, Maria Zilda Fernandes conheceu pessoalmente cinco, dos seis irmãos. A maior parte deles vive a menos de 80 quilômetros de Marília.

Zilda, que nasceu em Júlio Mesquita (35 quilômetros de distância) e trabalha como atendente em uma popular pastelaria da cidade, soube de sua história quando tinha doze anos.

Apesar da curiosidade, nos últimos anos ela já não buscava mais contato com as suas origens.

Zilda conheceu irmãos e sobrinhos (Foto: Arquivo Pessoal)

“Minha mãe (adotiva) contava algumas histórias. Eu sabia que tinha irmãos, mas não tinha ideia de como localizar. Cheguei a procurar por rede social. Mas, com o tempo, não tive mais iniciativa. Eu não queria muito mexer nessas histórias, tinha medo das reações das pessoas”, conta Zilda.

É por isso que o sentimento, agora, não é de ter localizado seus irmãos e a família desconhecida, mas ter sido localizada. Zilda sentiu-se ainda mais querida.

“Foi um presente. Não tinha nenhum irmão, agora tenho seis. São pessoas legais, guerreiras. Eles me encontraram através do cadastro do Sistema Único de Saúde (SUS), porque nos meus documentos sempre constaram os nomes dos pais biológicos. Conseguiram meu endereço em Marília”, relata Zilda.

Zilda com as irmãs Cleuza e Cirlene (Foto: Arquivo Pessoal)

Dos seis irmãos, quatro são mulheres e dois são homens. No domingo (27) – cinco dias após ter sido localizada – ela recebeu a visita de cinco irmãos; quatro moram em Lins, uma em São Paulo e um em Pirajuí, na região de Bauru.

A família se reuniu para comer pastel e colocar a conversa em dia. Zilda não poderá conhecer os pais biológicos, já falecidos. O pai adotivo também já partiu. Em respeito à memória das duas famílias, ela prefere não compartilhar toda a sua história publicamente, mas conta que aprendeu a amar, compreender e respeitar as circunstâncias da vida de cada um.

“Que surpresa boa. Agora quero manter contato com todos eles, recuperar um pouco desse tempo de convivência e desfrutar dessa experiência que é nova para mim”, finaliza a atendente radicada em Marília.

Família reunida (Foto: Divulgação)

Carlos Rodrigues

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