João Pinheiro em frente ao hangar da Sugar Brazil em Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
A imprensa da Bolívia afirma que o empresário brasileiro João Henrique Pinheiro deve ser extraditado ainda em abril para responder à Justiça daquele país. A informação foi publicada pelo jornal El País, que acompanha o caso envolvendo um suposto golpe milionário contra produtores de cana-de-açúcar bolivianos.
Figura conhecida em Marília, Pinheiro foi candidato a prefeito nas últimas eleições de 2024 e chegou a ser apontado como o candidato mais rico do Brasil, com patrimônio de R$ 2,8 bilhões, segundo sua declaração ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante a campanha, chamou atenção ao promover carreatas com carros de luxo, como Ferrari, além do uso de helicóptero.
Pinheiro foi preso em 27 de maio de 2025, em Madri, na Espanha, após ter o nome incluído na lista vermelha da Interpol a pedido da Bolívia. Assim que deixou o Brasil e entrou em território espanhol, acabou detido e desde então permanece encarcerado na capital espanhola. O empresário está preso há 313 dias.
Na época da prisão, o caso foi divulgado em primeira mão pelo Marília Notícia. Inicialmente, a defesa do empresário tentou negar a detenção, mas posteriormente reconheceu o fato após a confirmação da reportagem.
A defesa de João Pinheiro tentou transferi-lo para o Brasil, onde ele foi condenado por estelionato. Em 12 de novembro de 2025, o juiz Luis Augusto da Silva Campoy, da Vara das Execuções Criminais (VEC) de Marília, acolheu o pedido da defesa de Pinheiro, formulado pelo advogado Luiz Eduardo Gaio Junior, e determinou a extradição do empresário para o Brasil.
No entanto, a Espanha possui tratado de extradição com a Bolívia, que havia formalizado o pedido anteriormente. Por esse motivo, prevaleceu a solicitação boliviana, considerada prioritária no processo.
Acusação de golpe contra produtores
O caso envolve o projeto do Complexo Industrial da Cana-de-Açúcar (Cicasa), lançado em 2019 como promessa de desenvolvimento para produtores de Bermejo, na região de Tarija.
A proposta previa a instalação de uma usina capaz de processar cerca de 2.500 toneladas diárias de cana, gerando empregos e impulsionando a economia local. No entanto, segundo os produtores, o projeto nunca se concretizou e teria sido utilizado para aplicar um golpe.
A acusação é de que o empresário apresentou máquinas e estruturas que não lhe pertenciam para garantir credibilidade ao negócio.
Segundo os bolivianos, os prejuízos ultrapassam US$ 1 milhão. Os produtores afirmam ter feito diversos aportes adicionais, incluindo compra de terrenos, estudos técnicos e obras de infraestrutura.
Cerca de 400 famílias foram afetadas diretamente, em uma região fortemente dependente da produção de cana-de-açúcar.
Com a extradição considerada iminente, a expectativa agora é pelo início do julgamento na Bolívia. As vítimas esperam recuperar parte dos valores perdidos e que o caso sirva de exemplo para evitar novos episódios semelhantes.
A extradição de João Pinheiro é vista como um marco após anos de disputa judicial e pressão dos produtores afetados.
Outro lado
De acordo com o advogado Luiz Eduardo Gaio Junior, defensor de João Pinheiro, acabaram os recursos na Espanha, mas o governo boliviano não havia mandado todos os documentos solicitados pela Espanha.
“Na Bolívia, a prisão decretada era em sede de inquérito. O João não foi intimado no inquérito ou no processo. Não foi obedecido contraditório ou ampla defesa na Bolívia”, afirmou o advogado.
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