Não basta ser professor, é necessário amar a profissão. A arte de ensinar pode ser um desafio e, desde 2010, Luiz Frederico Faia Destro, carinhosamente chamado de “Fredy” pelos alunos, desempenha a função com dedicação e resiliência.
Com 35 anos de idade, Fredy é casado com Maria Fernanda de Souza Cruz Destro e tem um filho que se chama João Francisco Destro, de 16 anos. É graduado em Enfermagem pela Universidade de Marília (Unimar), possui mestrado em Educação pela Universidade Paulista (Unip) e tem licenciatura em Ciências Físicas e Biológicas.
Hoje diretor da Escola Estadual Cultura e Liberdade – o famoso Cene de Pompeia -, Fredy comprova na prática que o ensino público funciona e tem qualidade. Referência no Estado, a unidade é a maior da região e conta com cursos técnicos integrados ao ensino médio.
Por conta da alta demanda de matrículas, a escola passa por obras de ampliação e preza pela qualificação profissional como fórmula de sucesso para os alunos que concluem o ensino médio. Na entrevista da semana, Fredy revela que foi aluno da escola em que atualmente conduz a direção. “Minha trajetória foi toda em escola pública”, conta.
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MN – Quanto tempo está trabalhando no Cultura e Liberdade e quanto tempo atua como diretor? Nos conte um pouco sobre o início da sua trajetória como professor em Pompeia.
FREDY – Comecei no Cultura e Liberdade no dia 10 de agosto de 2010. Nessa época, ainda fazia faculdade de graduação e permaneci no Cultura como professor eventual (substituto), até 2012, quando prestei o concurso público para docente da rede paulista. Fui aprovado em dois cargos: professor de Ciências e de Biologia. Em 2013, fui nomeado professor de Ciências Físicas e Biológicas na Escola Estadual Dona Vitu Giorgi, em Oriente, onde trabalhei até 2015. Depois, participei do processo seletivo de coordenador pedagógico da Escola Estadual Cultura e Liberdade, sendo aprovado e designado pela supervisora Luzia Amalia Fantin e diretora Kátia Marisa Palacio.
MN – Você também trabalhou em Marília?
FREDY – Em 2017, fui convocado na sessão de escolha para outro cargo – professor de Biologia -, sendo nomeado pela diretora da Escola Estadual Monselhor Bicudo de Marília, Sueli Batisteti. Permaneci em Marília até 2019, quando fui transferido novamente para a Escola Estadual Dona Vitu Giorgi em Oriente. No mesmo ano de 2017, fui convidado para assumir o cargo de vice-diretor da escola Cultura e Liberdade, função que exerci até 2023. Foram seis anos de muitas experiências e desafios, momentos difíceis na carreira, mas como sou cristão e acredito muito em Deus, com ajuda da família, todos os obstáculos foram vencidos. Ao final de 2023, a Secretaria de Estado da Educação abriu processo seletivo para o cargo de diretor de escola do Cultura, pela aposentadoria da diretora Kátia Palacio, e resolvi participar. No dia 14 de dezembro 2023, foi divulgado pela Secretaria minha aprovação e fui nomeado pela dirigente regional de ensino, Ana Luiza Bernado Guimarães, para atuar como diretor do Cultura e Liberdade, em Pompeia.
MN – Você é nascido em Pompeia? Como foi sua formação?
FREDY – Sim. Toda minha trajetória no ensino básico foi em escola pública em Pompeia, iniciado na Emei Sonho de Criança, depois Emef de Pompeia (Grupão) e também fui aluno do Cultura e Liberdade, no ensino fundamental II e ensino médio. Já o ensino superior realizei na Universidade de Marília (Unimar).
MN – O que te motiva na educação hoje?
FREDY – Esperança, pelo fato de que a educação pode transformar vidas, pessoas, e pessoas transformam um mundo. E como tenho filho, quero que ele esteja vivendo num mundo muito melhor do que este [se emociona].
MN – O Cultura e Liberdade tem quantos alunos matriculados atualmente?
FREDY – É a maior escola de Bauru até Panorama, e também a que mais cresce em todo centro-oeste paulista. Temos hoje 1,2 mil estudantes matriculados, oriundos de Marília, Oriente, Pompeia, Quintana, Herculândia, Tupã e Queiroz. Atendemos as seguintes modalidades: ensino fundamental II, ensino médio e ensino médio integrado com os cursos técnicos profissionalizantes em Agronegócio, Logística, Administração, Eletroeletrônica e Mecânica, além de cursos do Centro de Estudos de Línguas de Espanhol e Inglês – único da região com 250 estudantes – e educação especial para estudantes elegíveis.
MN – A escola é referência em ensino médio integrado aos cursos técnicos?
FREDY – Sim, nossa escola possui algumas parcerias, entre elas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Shunji Nishimura, sendo a única escola pública do Estado de São Paulo que disponibiliza para os alunos cinco cursos técnicos.
MN – Como foi seu diálogo com o secretário de Estado da Educação, Renato Feder, para pedir a ampliação da escola?
FREDY – O diálogo foi muito rápido e ocorreu em uma reunião em São Paulo, onde assinei o convênio entre a escola e o Senai de Pompeia. Na oportunidade, apresentei rapidamente a escola para o secretário, demonstrei para ele que a unidade estava crescendo rapidamente e não tínhamos mais salas disponíveis. Ele impressionado com nosso trabalho e já passou os contatos da Fundação de Desenvolvimento da Educação, que por sua vez autorizou a ampliação do prédio.
MN – O investimento na obra de ampliação é de R$ 750 mil?
FREDY – Isso, a ampliação foi dividida em duas etapas de construção. A primeira etapa, em 2025, será a construção de quatro salas de aulas em dois pavimentos – a parte mais cara -, pois se trata de uma fundação para quatro pavimentos, no valor de R$ 750 mil. Na segunda etapa, em 2026, a obra contempla a construção de mais quatro salas com dois pavimentos, em cima das quatro construídas, totalizando oito salas de aulas em quatro pavimentos. O Estado emitiu a autorização, mas todo o processo de construção está sendo custeado pela iniciativa privada de Pompeia, por conta da credibilidade do nosso trabalho na escola.
MN – Você acha que as redes sociais e celular atrapalham o ensino em sala de aula? Você é a favor de proibir celular nas escolas?
FREDY – A proibição do uso de celulares é um tema muito complexo, afinal estamos vivenciando um mundo totalmente tecnológico. Porém, o mal uso destes aparelhos atrapalha o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. Por conta disto, enviei um pedido ao Conselho de Escola, em caráter de urgência, para a proibição do aparelho celular nas cinco classes dos sextos anos da Escola Estadual Cultura e Liberdade, após os índices educacionais caírem em relação ao primeiro e segundo bimestres. O pedido foi aprovado por unanimidade pelos 41 membros do conselho. E foi notado, depois, que os índices subiram no fechamento do terceiro bimestre. A projeção para 2025 será a ampliação da proibição para os sétimos anos e a primeira série do ensino médio.
MN – O que você espera do jovem prefeito eleito de Pompeia, Diogo Ceschim (Podemos)? Qual sua expectativa do novo governo para a área da educação?
FREDY – Diogo Ceschim foi nosso professor por dois anos no Cultura e Liberdade, ministrando aulas eventuais aos estudantes. Ele já possui uma experiência no Legislativo como vereador, e agora ele terá que comandar uma cidade inteira. Competência e garra o jovem Diogo tem bastante para liderar a cidade e seus secretários. Estamos na torcida para a realização de uma excelente gestão.
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