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Estudante do interior de SP é indiciado por xingar PM

Diálogo no Facebook em que o internauta xingou a Polícia Militar de “bando de lazarento”. Foto/Divulgação

Um estudante de 19 anos foi indiciado por desacato, injúria e difamação no último fim de semana depois de fazer comentários considerados ofensivos à Polícia Militar de Sarapuí (a 151 quilômetros de São Paulo).

O jovem chamou os policiais de “caipora” e “bando de lazarento” nos comentários de um vídeo postado por um amigo dele, após uma confusão entre PMs e foliões durante o carnaval da cidade. Os PMs teriam usado bombas de gás lacrimogênio contra os foliões.

O post com o vídeo já foi deletado da rede social, mas o estudante foi intimado a prestar depoimento. Procurado pela reportagem, ele preferiu não se pronunciar. O amigo do estudante que postou o vídeo falou com a reportagem.

“Eu só postei o vídeo porque fiquei indignado com a ação da polícia. Nós estávamos dançando, numa boa, quando eles chegaram e, de repente, começaram a pedir pra todo mundo ir embora. Como ninguém foi, eles começaram a jogar gás lacrimogêneo. Mas ninguém foi porque ninguém esperava essa reação deles. Pelo que eu percebi, foram eles que começaram o tumulto. Eu respeito a polícia, sou amigo de policiais, só fiquei indignado com o que aconteceu”, disse o amigo, que pediu para não ser identificado.

Ainda segundo ele, o vídeo foi deletado para evitar mais confusão. “Infelizmente meu amigo fez esse comentário e por conta do problema que ele teve, eu decidi deletar o post do vídeo, para evitar mais confusão”, lamentou.

Já o sargento da PM de Sarapuí, Paulo Henrique Soares, disse que os policiais só se deslocaram ao local porque foram chamados para conter um tumulto que já estava em andamento e que por causa disso acabou sendo preciso usar as bombas de gás lacrimogênio.

Ainda segundo Soares, o estudante teria feito ao menos três comentários ofensivos no post do vídeo. “Ele xingou de “bando de lazarento”, depois criticou a polícia dizendo que a polícia só age nos momentos de diversão e por último ainda chamou os policiais de “caipora”, disse o sargento.

“Ninguém tirou o direito de liberdade de expressão e de discordar da polícia, mas ele ofendeu a instituição e deve responder pelos seus atos”, completou Soares.

O boletim de ocorrência já foi encaminhado à Justiça. O jovem foi ouvido e liberado. “Ele pode ser preso ou pagar multa e prestar serviços comunitários. Por ser crime de menor potencial ofensivo, é possível que o juiz escolha a segunda opção, mas agora está com a Justiça”, concluiu.

Fonte: UOL

Amanda Brandão

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