“Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos.” — Fernando Pessoa
Vivemos um tempo em que o espelho já não reflete o rosto, mas o desempenho.
As pessoas se veem através de telas, métricas e filtros — e quando a imagem não coincide com o ideal, nasce o desassossego.
Pessoa escreveu o Livro do Desassossego antes da internet, mas já falava de nós: de uma alma que sente demais, pensa demais, vive demais — e ainda assim, se sente ausente.
A psiquiatria contemporânea talvez seja o estudo dessa ausência: a ausência de si.
Atendo diariamente pessoas que não estão doentes no sentido clássico — elas estão exaustas de existir. Dormem, trabalham, performam, mas não habitam o próprio corpo.
A medicina pode oferecer diagnósticos, mas o que cura é o reencontro: o gesto de escutar o que não tem nome.
Porque, no fundo, todos nós somos um pouco Pessoa: cheios de outros dentro de nós, tentando se achar entre os espelhos.
E talvez saúde mental seja isso — não apagar o desassossego, mas aprender a viver poeticamente com ele.
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Dra. Fernanda Simines Nascimento – Médica psiquiatra (CRM-SP 198.541 | RQE 124.287)
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