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O saneamento é sustentado pela coletividade

Equipes atuam constantemente na prevenção de perdas, reparos e modernização das redes, garantindo eficiência, segurança operacional e a sustentabilidade no sistema (Foto: Divulgação)

Por trás de cada torneira aberta existe um trabalho técnico contínuo, realizado por equipes especializadas que atuam permanentemente para garantir qualidade, segurança e equilíbrio na distribuição.

O abastecimento de água envolve etapas complexas: captação, tratamento rigoroso para garantir os padrões exigidos, reservação estratégica, controle de pressão e distribuição por uma extensa rede de tubulações. Cada fase requer monitoramento permanente, análises laboratoriais criteriosas, manutenção preventiva e investimentos constantes em tecnologia e infraestrutura.

No esgotamento sanitário, o cuidado é igualmente essencial. A coleta eficaz, o transporte seguro, o tratamento adequado e o descarte correto do esgoto são determinantes para a saúde pública e para a preservação dos recursos hídricos. Trata-se de um trabalho técnico silencioso, mas de profundo impacto ambiental e social.

Há planejamento, estudos de demanda, mapeamento das áreas de expansão urbana e acompanhamento diário de indicadores operacionais. As equipes atuam na prevenção de perdas, na identificação e reparo de vazamentos, na modernização das redes e na melhoria contínua dos processos. É um esforço estruturado para proporcionar eficiência, segurança operacional e sustentabilidade.

Porém, um ponto fundamental é praticamente desconhecido: esse trabalho é coletivo. Os sistemas de saneamento são dimensionados para atender a um padrão de consumo equilibrado. O desperdício de água, especialmente nos horários de maior demanda, compromete a pressão e impacta a distribuição. Da mesma forma, o descarte incorreto na rede de esgoto provoca entupimentos, sobrecarga nas estruturas e prejuízos ambientais. Em ambos os casos, atitudes individuais afetam diretamente o funcionamento como um todo. Os usuários são corresponsáveis por isso. Poucos sabem, mas essa corresponsabilidade é definida pela Lei Federal n° 13.460/2017, conhecida como Lei de Defesa dos Usuários de Serviços Públicos, que estabelece direitos, mas também deveres dos usuários dos serviços essenciais!

Por isso, é importante compreender que o trabalho técnico realizado pela RIC Ambiental e o comportamento da população fazem parte da mesma engrenagem. Não se trata apenas de infraestrutura e obrigações da concessionária, mas de responsabilidade conjunta.

Cada vazamento reparado dentro de casa, cada caixa d’água corretamente dimensionada e mantida, cada escolha por um consumo mais consciente contribui para a estabilidade da rede. Cada descarte adequado protege o sistema de esgotamento sanitário e fortalece o ciclo do saneamento.

Na RIC Ambiental, investimos continuamente em tecnologia, qualificação profissional e aprimoramento operacional para garantir que a água tratada chegue com qualidade e que o esgoto receba o tratamento adequado antes de retornar ao meio ambiente. Esse compromisso é permanente.

A eficiência plena, no entanto, só se consolidará quando o esforço técnico encontrar uma população consciente de seu papel. O saneamento é uma construção coletiva. E o equilíbrio começa tanto na rede pública quanto dentro de cada imóvel, com a atitude correta dos usuários!

Juntos por Marília e para Marília.

***

Eng° Julio F. Neves
Superintendente Comercial e de Comunicação
RIC Ambiental – Água e Esgoto de Marília S.A.

Julio Neves

Julio F. Neves é Engenheiro e Superintendente Comercial e de Comunicação da RIC Ambiental.

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