Tecnologia

Empresas e órgãos públicos estudam uso de drones

Diante da nova realidade imposta pela pandemia, empresas, hospitais e prefeituras têm mostrado interesse em adotar drones para uma série de serviços, como comunicação e entregas. O Hospital de Restinga, em Porto Alegre, por exemplo, estuda usar o equipamento para a coleta de exames; e a prefeitura de Curitiba quer o equipamento para mensagens de alerta, como no caso do coronavírus.

“A procura por informações sobre como os drones podem ajudar, sobretudo num momento como o atual, está muito aquecida. Temos atendido hospitais, laboratórios e governos estaduais e municipais interessados em saber como funciona o equipamento”, afirma Manoel Coelho, sócio da Speedbird Aero – empresa que aguarda certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para fazer entregas por drones.

Atualmente, o País tem uma regulamentação para o uso de veículo não tripulado em operações mais simples, como lazer e recreação. No caso de entregas, a operação é mais complexa e exige parâmetros e regras específicas, segundo a Anac. Com base nos testes que vêm sendo feitos nos últimos meses, a agência avalia a segurança do produto em operações comerciais. Um dos pontos mais importantes é sobrevoo em áreas densamente populosas.

Operações

A gerente regional da América Latina e Brasil da fabricante chinesa de drones DJI, Raissa Mendes, diz que avanços substanciais precisam ser feitos nessa área para que as operações comerciais de entrega por drones decolem no Brasil. “Por isso, acredito que o foco em aplicações mais específicas, como entrega de insumos médicos, seja a abordagem mais correta neste momento. E, nesse caso, já há exemplos interessantes, como testes de entrega de remédios realizados em Embu das Artes (SP) ”

A expectativa dela é que o uso dos drones continue se expandindo, e parte fundamental desse crescimento deve vir da entrega de suprimentos médicos. Na República Dominicana, diz ela, a tecnologia tem sido utilizada para fazer a entrega de medicamentos e tratamentos essenciais para pequenas comunidades que, às vezes, chegavam a ficar semanas sem receber amparo médico.

No caso do Hospital de Restinga, de Porto Alegre, o objetivo inicial não é entrega de medicamentos, mas a coleta de exames. Localizado em um área mais afastada da capital gaúcha, o hospital tem oito pontos de coleta. “Fazemos a busca dos exames de duas em duas horas. Com os drones, poderíamos espaçar esse intervalo”, diz o diretor do hospital, Paulo Fernando Scolari. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

Marília garante 304 moradias populares em parceria com o governo paulista

Prefeitura destinou uma área de 17.459,64 metros quadrados para construção (Foto: Divulgação) A Prefeitura de…

2 horas ago

Carnaval do Yara Clube aposta em experiência dupla nas noites principais

Carnaval 2026 do Yara Clube promete ser um dos mais marcantes de sua história (Foto:…

2 horas ago

Com gols de Lucas Lima, MAC bate a Itapirense fora de casa

MAC conquistou grande vitória com dois gols de Lucas Lima (Foto: Marcos Bezerra) O Marília…

9 horas ago

Operação policial cumpre mandados e prende três por tráfico em Álvaro de Carvalho

Operação apreendeu drogas e fez três flagrantes por tráfico de drogas (Foto: Divulgação) Uma operação…

14 horas ago

Três Poderes lançam pacto para enfrentamento ao feminicídio no Brasil

O governo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário lançam nesta quarta-feira (4) o…

16 horas ago

Consulta ao Abono Salarial estará disponível a partir de amanhã

Trabalhadores poderão consultar, a partir desta quinta-feira (5), se têm direito ao Abono Salarial em…

17 horas ago

This website uses cookies.